domingo, 30 de junho de 2013

CURSOS DA ANA ABREM 2 MIL VAGAS

Cursos da ANA abrem inscrições para 2 mil vagas

21/6/2013
Medidor de vazão pelo Método Acústico Doppler
chamada
Três cursos a distância oferecidos pela Agência  Nacional de Águas (ANA) recebem inscrições até 30 de junho. No total são oferecidas 2 mil vagas para as seguintes capacitações gratuitas: Comitê de Bacia: o que É e o que Faz (900 oportunidades), Comitês de Bacias: Práticas e Procedimentos (900) e Codificação de Bacias Hidrográficas pelo Método de Otto Pfasfstetter (200). Para se inscrever, acesse ead.ana.gov.br. Os selecionados receberão um e-mail no dia 28 informando os procedimentos para participação. Os alunos que tiverem 60% de aproveitamento nas atividades desenvolvidas receberão certificado.
 
Os três cursos contam com uma carga de 20 horas e têm início marcado para 1º de julho. Os dois sobre comitês de bacias se encerrarão em 26 de julho e o de Codificação de Bacias Hidrográficas pelo Método de Otto Pfasfstetter será concluído no dia 19. As capacitações não contam com tutoria ou participação direta de professores. Por isso, a interação se dá entre o aluno e o computador, o que permite que o aprendizado se dê a partir do ritmo e da disponibilidade de tempo do participante.
 
Os dois cursos sobre comitês são voltados para agentes gestores de recursos hídricos, membros de comitês de bacias e interessados em geral. A capacitação sobre práticas e procedimentos busca ensinar a dinâmica de funcionamento desses colegiados a fim de melhorar sua gestão. A outra capacitação no tema visa a ampliar o entendimento sobre as atribuições e responsabilidades de um comitê e incentivar a participação da sociedade na gestão da água.
 
No caso do curso de Codificação de Bacias Hidrográficas pelo Método de Otto Pfasfstetter, o objetivo é capacitar profissionais do Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (Singreh), órgãos ambientais e afins sobre a codificação oficial de bacias no Brasil: o Método Otto Pfasfstetter.
 
Projeto Água – Conhecimento para Gestão
 
Até 30 de junho dois cursos do Projeto Água – Conhecimento para Gestão recebem inscrições: Governança da Água na América Latina e Medição de Vazão pelo Método Acústico Doppler (ADCP) – Básico. A iniciativa é uma parceria entre a ANA, a Fundação Parque Tecnológico de Itaipu (FPTI) e a Itaipu Binacional, cujo objetivo é desenvolver ações de comunicação, difusão, mobilização social, capacitação e educação para a gestão de recursos hídricos no Brasil e demais países da América Latina. São 24 cursos de capacitação complementar, além de ferramentas de educomunicação, que atingirão 300 mil pessoas até julho de 2014.
 
Com 30 vagas, a turma do curso Governança da Água na América Latina é para alunos que falem espanhol. Voltada para técnicos e profissionais de órgãos gestores de recursos hídricos e integrantes de organizações sociais e colegiados relacionados a recursos hídricos, a capacitação tem carga de 40 horas a distância, que devem ser concluídas entre 4 de julho e 25 de agosto.
 
O curso Medição de Vazão pelo Método Acústico Doppler (ADCP) – Básico também oferece 30 vagas para alunos que falem português ou espanhol e será realizado tanto a distância (12h) quanto presencialmente (40h). Foz do Iguaçu (PR) receberá as aulas presenciais entre 5 e 9 de agosto, sendo que o aluno deverá ter uma frequência mínima de 75%. As despesas com deslocamento, hospedagem e diárias são de responsabilidade do participante ou de sua instituição de origem.
Texto:Ascom/ANA
Foto: Cláudia Dianni / Banco de Imagens ANA

RIO PARAIBA DO SUL RECEBE ALEVINOS SURUBINS-DO-PARAIBA

Rio Paraíba do Sul recebe mil alevinos de surubins-do-paraíba

04/06/2013 - 18h19
Da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Em comemoração à Semana do Meio Ambiente, o Rio Paraíba do Sul, no sul fluminense, recebeu hoje (4), mil alevinos de surubins-do-paraíba. Essa espécie de bagre está na lista das dez mais ameaçadas de extinção no estado do Rio de Janeiro, segundo informou a Secretaria de Estado do Ambiente (SEA).
A iniciativa de repovoamento de peixes do rio faz parte do programa de recuperação da ictiofauna nativa (conjunto das espécies de peixes que existem em uma determinada região) coordenado pelo Instituto Estadual de Ambiente (Inea). A SEA pretende até sexta-feira (7) fazer o repovoamento de 45 mil alevinos nas águas do rio.
O Paraíba do Sul banha os estados de São Paulo, Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Além de resíduos industriais, do extrativismo, da pecuária e da agricultura no entorno da região, outros fatores prejudicam a fauna e flora do rio. De acordo com o secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, a extração mineral de areia e as pequenas hidrelétricas, como a Paraibuna e a Jaguari, administradas pela Companhia Energética de São Paulo (Cesp) alteram o curso do rio.
“O programa de repovoamento de alevinos no curso da Bacia do Paraíba do Sul é um benefício para a população, porque traz o equilíbrio ecológico para a área e ajuda na oxigenação da água. O projeto de recuperação engloba o saneamento da água do rio, o reflorestamento da área, a um custo de R$ 40 milhões. Além do rio vai beneficia também [as cidades de] Barra Mansa, Resende e Barra do Piraí [no sul fluminense]”, disse o secretário.
Os alevinos foram criados na Estação de Hidrobiologia e Aquicultura de Paraibuna, que tem como propósito minimizar os impactos causados a comunidades de peixes da Bacia do Rio Paraíba do Sul, principalmente nas áreas sob influência das usinas hidrelétricas de Paraibuna e de Jaguari, administradas pela Cesp.
Carlos Minc disse que o Paraíba do Sul está em uma das bacias hidrográficas mais importantes do Brasil em termos de biodiversidade e localizado na região mais industrializada do país. “A situação que compromete a qualidade do rio são as hidrelétricas e siderúrgicas, pois detêm os materiais pesados. Por exemplo, a CSN [ Companhia Siderúrgica Nacional], que por despejar dejetos tóxicos no rio no ano passado, foi multada em R$ 420 milhões. Nesta semana vamos inspecionar a área da CSN para verificar o compromisso firmado com o TAC [Termo de ajustamento de conduta], que impõe 128 medidas sobre conservação do meio natural. Dentre eles, produção por meio de biotecnologia e não utilização de agrotóxicos”, disse Minc.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

RESOLUÇÃO CONAMA 457

CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE
RESOLUÇÃO No
-
457, DE 25 DE JUNHO DE 2013
Dispõe sobre o depósito e a guarda provisórios de animais silvestres apreendidos
ou resgatados pelos órgãos ambientais integrantes do Sistema Nacional do Meio
Ambiente, como também oriundos de entrega espontânea, quando houver justificada
impossibilidade das destinações previstas
no §1o
do art. 25, da Lei no
9.605, de 12 de
fevereiro de 1998, e dá outras providências.
O CONSELHO NACIONAL DO MEIO AMBIENTE-CONAMA, no uso das competências que lhe são conferidas pelo art. 8o
,
inciso VII, da Lei no
6.938, de 31 de agosto de 1981, e tendo em vista
o disposto em seu Regimento Interno, resolve:
CAPÍTULO I
DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1o
Esta Resolução dispõe sobre o depósito e a guarda
provisórios de animais silvestres apreendidos ou resgatados pelos
órgãos ambientais integrantes do Sistema Nacional do Meio Ambiente, como também oriundos de entrega espontânea, quando houver
justificada impossibilidade das destinações previstas no §1o
do art. 25,
da Lei no
9.605, de 12 de fevereiro de 1998, observado o disposto nos
arts. 102, 105 e inciso I do art. 107 do Decreto Federal no
6.514, de
22 de junho de 2008.
Art. 2o
Para os efeitos desta Resolução são adotadas as seguintes definições:
I - Animal apreendido: animal silvestre oriundo de guarda ou
posse ilegal, cujo acusado foi flagrado durante ação policial ou fiscalizatória com a lavratura do respectivo termo;
II - Animal oriundo de entrega espontânea: animal silvestre
que estava sob guarda ou posse de pessoa que, antes da abordagem
policial ou fiscalizatória, acionou o poder público visando a entrega
do espécime;
III - Animal resgatado: animal silvestre recolhido, sem identificação de guarda ou posse, que requer tratamento, cuidados ou
realocação, para sua salvaguarda ou da população;
IV - Cativeiro Domiciliar: local de endereço fixo, de pessoa
física ou jurídica, estabelecido nos respectivos termos de depósito ou
guarda, para manutenção e manejo de animais da fauna silvestre;
V - Termo de Depósito de Animal Silvestre-TDAS: termo de
caráter provisório pelo qual o autuado assume voluntariamente o
dever de prestar a devida manutenção e manejo do animal apreendido, objeto da infração, enquanto não houver a destinação nos
termos da lei;
VI - Termo de depósito preliminar: termo de caráter provisório, pelo qual o agente fiscalizador, no momento da lavratura do
Auto de Infração, mediante justificativa, confia excepcionalmente o
animal ao autuado, até outra destinação, nos termos desta Resolução;
VII - Termo de Guarda de Animal Silvestre-TGAS: termo de
caráter provisório pelo qual o interessado, que não detinha o espécime, devidamente cadastrado no órgão ambiental competente, assume voluntariamente o dever de guarda do animal resgatado, entregue espontaneamente ou apreendido, enquanto não houver destinação nos termos da lei;
VIII - Trânsito de animal silvestre: conduzir o espécime fora
do local destinado à guarda ou ao depósito; e
IX - Transporte de animal silvestre: deslocar o espécime do
local de guarda ou depósito para outro local determinado.
Art. 3o
Na impossibilidade referida no art. 1o
, os órgãos
ambientais formalizarão, preferencialmente, o TGAS.
§ 1o
O TDAS e o TGAS serão firmados conforme os modelos constantes dos anexos I e II desta Resolução.
§ 2o
Os termos previstos no § 1o
só poderão ser formalizados
em caso de animais do grupo de anfíbios, répteis, aves, e mamíferos
da fauna brasileira, e para a manutenção em cativeiro domiciliar no
território nacional.
Art. 4o
Serão objeto de concessão do TDAS e TGAS apenas
os espécimes de espécies integrantes da lista das espécies silvestres
autorizadas para criação e comercialização como animal de estimação
em conformidade com a Resolução CONAMA no
394, de 6 de novembro de 2007.
Parágrafo único. A eficácia da hipótese prevista no caput fica
suspensa até que seja publicada a lista a que se refere à Resolução
CONAMA no
394, de 2007.
Art. 5o
Não serão objeto de concessão do TDAS e TGAS os
espécimes de espécies:
I - com potencial de invasão de ecossistemas, conforme listas
oficiais publicadas pelos órgãos competentes;
II - que constem das listas oficiais da fauna brasileira amea-
çada de extinção, nacional, estadual, ou no Anexo I da Convenção
Internacional para o Comércio de Espécies da Fauna e Flora Amea-
çadas de Extinção-CITES, salvo na hipótese de assentimento prévio
do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis-IBAMA ou do órgão ambiental estadual competente;
III - cujo tamanho, comportamento, exigências específicas de
manutenção e manejo sejam incompatíveis com o espaço e recursos
financeiros disponibilizados pelo interessado; e
IV - das Classes Amphibia, Reptilia e Aves da Ordem Passeriformes com distribuição geográfica coincidente com o local da
apreensão.
Parágrafo único. Não serão objeto de TDAS os animais silvestres vítimas de maus tratos comprovados por laudo técnico.
CAPÍTULO II
DO CADASTRO INFORMATIZADO
Art. 6o
O IBAMA instituirá cadastro informatizado, de caráter nacional, com o objetivo de reunir informações, possibilitar o
gerenciamento e integrar as concessões do TDAS e TGAS.
§ 1o
Os órgãos ambientais, ao conceder TDAS e TGAS,
consultarão o cadastro a que se refere o caput, nele inserindo os
respectivos dados do termo.
§ 2o
Os interessados em firmar TDAS ou TGAS deverão
estar inscritos no cadastro previsto no caput.
§ 3o
Todos os documentos relacionados ao TDAS e TGAS
constarão do cadastro a que se refere o caput.
§ 4o
O IBAMA poderá articular-se com os demais órgãos
integrantes do SISNAMA, para a implantação do cadastro a que se
refere o caput.
§ 5o
O cadastro será sistematizado de forma a permitir a
expedição de autorizações de transporte de animal silvestre devidamente registrado.
§ 6o
O cadastro será instituído no prazo máximo de 2 (dois)
anos a partir da data de publicação desta Resolução.
Art. 7o
Para a inscrição no cadastro informatizado a que se
refere o art. 6o
desta Resolução, serão fornecidos pelo interessado:
I - Para o TDAS:
a) dados pessoais;
b) dados referentes ao local do alojamento do animal, com
respectivo endereço, coordenadas geográficas, características, dimensões e fotografias dos recintos existentes;
c) fotografia do animal em, no mínimo, dois ângulos que
permitam a identificação individual do espécime;
d) informações do animal apreendido;
e) declaração de capacidade de manutenção do animal exclusivamente às expensas do interessado;
f) laudo de identificação da espécie do animal, emitido por
técnico habilitado e registrado no Cadastro Técnico Federal de atividades potencialmente poluidoras ou utilizadoras de recursos ambientais-CTF;
g) atestado de saúde dos animais;
h) cópia da Anotação de Responsabilidade Técnica-ART do
responsável técnico;
II - Para o TGAS:
a) dados pessoais;
b) relação dos grupos taxonômicos ou espécies de interesse;
c) quantidade de espécimes por grupo ou espécie de interesse;
d) dados sobre o local disponível para alojamento do animal:
endereço, coordenadas geográficas, características, dimensões e fotografias dos recintos existentes;
e) declaração de predisposição para adequar ou construir
recintos; e
f) declaração de capacidade de manutenção do animal exclusivamente às expensas do interessado.
§ 1o
O órgão ambiental definirá, a partir da lavratura do auto
de infração e respectivo termo de deposito preliminar, prazo para o
autuado requerer a inscrição no cadastro de que trata o art. 6o
.
§ 2o
Não realizada a inscrição a que se refere o §1o
, o órgão
ambiental terá o prazo de 60 dias para proceder à retirada do animal.
§ 3o
Realizada a inscrição, o órgão ambiental terá o prazo de
60 dias para se manifestar sobre a concessão do TDAS.
§ 4o
Não concedido o depósito, o órgão ambiental terá o
prazo de 30 dias para proceder à retirada do animal.
CAPÍTULO III
DO TERMO DE DEPÓSITO DE ANIMAIS SILVESTRES
Art. 8o
O TDAS será concedido nos autos do processo administrativo em substituição ao termo de depósito preliminar lavrado
no momento da autuação, observando-se os requisitos e limites desta
Resolução.
Parágrafo único. A concessão do TDAS será fundamentada
em decisão que ateste a impossibilidade das destinações previstas no
§ 1o
do art. 25 da Lei no
9.605, de 1998.
Art. 9o
O TDAS é pessoal e intransferível e não poderá ser
concedido, no mesmo endereço, para mais de um CPF/CNPJ e, no
máximo, para 10 (dez) animais.
§ 1o
Em caso de morte, extinção ou impedimento do depositário o órgão ambiental deverá ser comunicado no prazo de 30
dias.
§ 2o
Constará do TDAS a qualificação e assinatura da pessoa
voluntária que substituirá eventualmente o depositário nas hipóteses
do §1o
.
§ 3o
Havendo desistência, a manutenção do animal deverá
ser garantida, às expensas do detentor do TDAS, até nova realocação
pelo órgão ambiental.
§ 4o
O órgão ambiental competente, nos casos previstos nos
parágrafos anteriores, terá o prazo de 120 dias para proceder à realocação.
§ 5o
Superado o prazo de que trata o §4o
, o detentor do
animal fará sua entrega ao órgão ambiental.
§6o
O TDAS poderá ser concedido pelos órgãos ambientais
municipal, estadual ou federal.
CAPÍTULO IV
DO TERMO DE GUARDA DE ANIMAIS SILVESTRES
Art. 10. O TGAS é pessoal e intransferível e não poderá ser
concedido, no mesmo endereço, para mais de um CPF/CNPJ, podendo a cada interessado ser concedida a guarda de até 10 (dez)
animais silvestres.
§ 1o
A ampliação do número de animais poderá ser concedida pelo órgão ambiental, mediante justificativa técnica.
§ 2o
Em caso de morte, extinção ou impedimento do guardião, o órgão ambiental deverá ser comunicado no prazo de 30
dias.
§ 3o
Havendo desistência, a manutenção do animal deverá
ser garantida, às expensas do detentor do TGAS, até nova realocação
pelo órgão ambiental.
§ 4o
O órgão ambiental competente, nos casos previstos nos
§§ 2o
e 3o
, terá o prazo de 120 (cento e vinte) dias para proceder à
realocação.
§ 5o
Superado o prazo de que trata o §4o
, o detentor do
animal fará sua entrega ao órgão ambiental.
§ 6o
A formalização do TGAS dependerá da apresentação de
ART do responsável técnico pelo animal.
§ 7o
O TGAS apenas poderá ser concedido pelos órgãos
ambientais estadual e federal.
Art. 11. Não será concedido TGAS à pessoa com condenação penal ou administrativa, decorrente de crime ou infração ambiental contra a fauna, nos últimos 5 (cinco) anos.
Parágrafo único. Fica a critério do órgão ambiental conceder
ou não o TGAS à pessoa física ou jurídica autuada ou com condenação penal ou administrativa, decorrente de crime ou infração
ambiental.
CAPÍTULO V
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
Art. 12. O transporte do espécime em depósito ou em guarda
dependerá de emissão de autorização de transporte, sem prejuízo das
demais documentações exigidas pelos órgãos competentes.
§ 1o
Excepcionalmente será permitido o transporte do espécime, sem autorização de transporte, para atendimento médico veterinário, em caso de urgência.
§ 2o
Não será concedida autorização de transporte para o
e x t e r i o r.
§ 3o
Não será concedida autorização para trânsito.
Art. 13. O TDAS e o TGAS deverão ser cancelados em caso
de flagrante de posse ilegal de outro animal silvestre, sem prejuízo
das demais sanções legais.
Art. 14. O IBAMA normatizará, em até 90 (noventa) dias,
contados da publicação desta Resolução, a especificação técnica dentro do sistema de marcação individual de animais, para atendimento
do TDAS e TGAS.
Art.15. Revoga-se a Resolução CONAMA no
384, de 27 de
dezembro de 2006.
Art. 16. Esta Resolução entra em vigor no prazo de 180
(cento e oitenta) dias a partir da sua publicação.
IZABELLA TEIXEIRA
Presidente do Conselho
ANEXO I
(MODELO)
TERMO DE DEPÓSITO DE ANIMAL SILVESTRE No
____/(UF)
(O órgão ambiental) e o(a) Sr(a) __________________, (nacionalidade, estado civil, profissão, RG, CPF, endereço completo ou
no caso de pessoa jurídica nome, endereço, CNPJ e etc.), doravante
denominado DEPOSITÁRIO DE ANIMAL SILVESTRE, firmam o
presente Termo mediante as cláusulas e condições seguintes:
CLÁUSULA PRIMEIRA - DO OBJETO
O DEPOSITÁRIO declara que manterá o seguinte animal
silvestre que se encontra em seu poder, de acordo com a Resolução
CONAMA no
____, de 2013:
- Nome científico/família/ordem:
- Nome vulgar:
- Marcação (tipo e número):
- Idade:
- Sexo:
- Sinais particulares:
CLÁUSULA SEGUNDA - DO DEFERIMENTO DO DEP Ó S I TO
(O órgão ambiental) confere ao interessado acima qualificado, registrado sob o no
_______________ no cadastro a que se
refere o art. 6o
desta Resolução, a condição de DEPOSITÁRIO do
espécime silvestre especificado na Cláusula Pr

EX-VEREADOR DE SJC E O NOVO GESTOR PECJ

Ex-vereador de S. José vai gerir Horto de Campos

Ducha de Prata em Campos do Jordão. Foto: Rogério Marques Ducha de Prata em Campos do Jordão. Foto: Rogério Marques
Cristóvão Gonçalves disse que foi convidado pelo governo do Estado, mas nomeação ainda não saiu
Chico Pereira
São José dos Campos

O ex-vereador Cristóvão Gonçalves (PSDB), de São José dos Campos, poderá ser o novo gestor do Parque Estadual de Campos do Jordão, mais conhecido como Horto Florestal.
Ele informou ontem que foi convidado pelo secretário estadual de Meio Ambiente, Bruno Covas, para assumir o comando da reserva florestal.
“Já estive no parque e devo ser nomeado hoje \[ontem\]”, disse Cristóvão.
Segundo o ex-vereador, as tratativas sobre a sua nomeação começaram há dez dias.
“Na verdade, quem nos aproximou do secretário Bruno Covas foi Evandro Losacco, membro da executiva estadual do PSDB”, disse Cristóvão.
Ele relatou que terá uma missão pela frente, pois irá “assumir o comando do Horto Florestal em plena temporada de inverno em Campos”.
“A nossa intenção é dar mais visibilidade ao parque, não só para os moradores de Campos, mas para os turistas, que durante a temporada visitam muito o local”, disse.
Cristóvão afirmou que, como gestor do Horto Florestal, terá salário bruto de R$ 4.800 mensais.

Reação. Ambientalistas estranharam a indicação do ex-vereador para gerenciar o Parque de Campos do Jordão.
“Alguns pessoas ligadas ao movimento ambientalista estão inconformadas com essa informação, porque o ex-vereador não tem nenhuma ligação com questões ambientais”, disse o ambientalista Lincoln Delgado, de São José.
Ele disse que a impressão é que “tudo aponta para uma indicação meramente política”.
Lincoln lembrou que o Parque Estadual de Campos do Jordão abriga uma das últimas reservas de araucárias do país, conhecido como o pinheiro brasileiro. “Se for mesmo nomeado, que consiga fazer uma boa gestão”.
André Miragaia, ex-secretário de Meio Ambiente de São José, adotou a mesma linha. “O parque de Campos do Jordão é importantíssimo e precisa de boa gestão”.
Miragaia frisou que atualmente resta apenas 1% da floresta de araucária que havia no país e parte dela está no Horto Florestal.

Troca. A Fundação Florestal, responsável pelos parques do Estado de São Paulo, informou ontem, por meio de sua assessoria, que até o final da tarde de ontem desconhecia a troca de gestor do Parque Estadual de Campos.
Tramita na Assembleia Legislativa projeto do governador Geraldo Alckmin (PSDB) que transfere para a iniciativa privada a gestão de parques estaduais, entre eles o de Campos.

Alckmin defende privatização do parque
São José dos Campos

O governo do Estado planeja transferir para a iniciativa privada a administração de parques estaduais, entre eles o de Campos do Jordão.
A proposta tramita na Assembleia Legislativa.
Pelo projeto, a concessão poderá ser por até 30 anos e o concessionário terá direito a cobrança de taxas sobre o uso da área comum, como ingresso, lanchonetes e atrações.
O projeto determina que a concessão será feita mediante concorrência pública.
As especificações sobre a concessão, como contrapartidas e outras obrigações, serão definidas em edital.
O secretário estadual de Meio Ambiente, Bruno Covas, afirmou na semana passada que um dos objetivos é dinamizar a utilização dos parques e melhorar as atrações. Na ocasião, ele disse que o Horto de Campos recebeu no ano passado 130 mil visitantes, gerou renda de R$ 571 mil e teve despesa de R$ 971 mil.
Para ele, a iniciativa privada tem condições de ampliar o número de visitantes.

SAIBA MAIS
Horto
O Parque Estadual de Campos do Jordão foi criado em 1941

Área
O Horto Florestal ocupa área de 8.341 hectares, o que representa um terço da superfície do município de Campos

Pinheiro
O horto abriga as maiores extensões contíguas de pinheiros de todo o Sudeste brasileiro, que se distribuem em vales profundos e morros com altitudes entre 1.030 e 2.007 metros, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, na área de proteção da Serra da Mantiqueira

Mata
O parque abriga importante remanescente da Mata Atlântica. A reserva possui espécies de aves e animais em extinção, como a onça parda e a jaguatirica, entre outros

sábado, 22 de junho de 2013

ATA DA 31ª REUNIÃO ORDINARIA DO COMDEMA-CRUZEIRO SP

ATA da 31ª Reunião do COMDEMA (Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente) Cruzeiro- SP 
Data: 07/05/2013 (terça feira) Casa dos Conselhos de Cruzeiro- SP. Início 090:30 h Encerramento 12:30 h. Sr.Elias Adriano dos Santos, Presidente do COMDEMA de Cruzeiro, abriu os trabalhos do dia, agradecendo a presença de todos e leu a Pauta para a presente reunião : Aprovação da Ata da 30ª  Reunião Ordinária,  reunião  anterior; Proposta para a Conferência Municipal do Meio Ambiente 2013; Lei de Criação do COMDEMA em seu artigo 4º-(discussão da proposta do texto)A Prefeitura Municipal e a APA Serra da Mantiqueira-Oficinas OPP; Informes Gerais. Entidades Presentes: ETEC “Prof.José Sant’Ana de Castro”(aluno do Curso de Meio Ambiente Roginério T. Alves); SAVIR (Nelson Moreira); Bairro Batedor ( Helio Fernando da Silva e Vera Lucia M.G. da Silva); Casa da Agricultura de Cruzeiro/CATI/SAA (Paula dos Reis Inácio de Souza); SMMA (Luiz Carlos Giuponi Junior)  e Secretário Municipal de Meio Ambiente, Ronaldo Gonçalves Madureira; Secret.M. de Cultura e Esporte(Neli Aparecida Rana; SMMA (Maria Ap.Karouze); Secretária Municipal de Planejamento e Obras,  Cristina Biondi; Colégio Dinâmico/Coelhinho Branco (Ângela Maria Guedes); Sindicato Rural Cruzeiro e Lavrinhas (Wander L. Bastos); AMPM ( Gustavo Romão Ferreira/Alexandre Carlos da Silva ); AJADES (Elias Adriano dos Santos). O Sr. Elias Adriano dá início aos assuntos da pauta referindo-se  à Proposta para a Conferência Municipal do Meio Ambiente e informa que encaminhada a Proposta para a SMMA, o Sr. Secretário de M.Ambiente indicou o mês de junho próximo para a realização do evento. Aprovou inclusive os eixos temáticos apresentados,1-Redução dos Impactos Ambientais,2-Geração de Emprego e Renda; Acerca da discussão a respeito do teor do Artigo 4º da Lei  Municipal nº 3985./2010, que cria o COMDEMA, considerou-se finalmente , conforme inclusive palavras do Sr. Secretário de M.Ambiente, acerca do radicalismo ou de manipulação politica do conselho,  com o que discordou o Sr.Wander do Sindicato Rural e da Profa. Ângela Guedes, dizendo que temos pensar no futuro, pois amanha não estaremos mais aqui, votando portanto para que se mantenha portanto  o mesmo texto, com a troca da palavra “indicado”, por “ratificado”. A escolha do presidente por seus pares. A  Profa. Ângela Guedes, citou como exemplo a escolha no Conselho Municipal de Educação, o Sr.Hamilton Barbosa, presidente da plenária da Casa dos Conselhos, explicou que conforme a CFB(Constituição Federal do Brasil) garantiu-se o caminho para participação popular nos art.14 e 29,inciso XIII, art.37, parágrafo 3º. Seria cautela desnecessária, já que a escolha dos Conselheiros para a Diretoria Executiva tem transcorrido democraticamente. A escolha feita pelos pares e nunca por indicação do Executivo, a exemplo aliás do Conselho de Educação. O Sr. Ronaldo Madureira, solicitou que fosse enviado a SMMA, uma relação dos conselhos constituídos, com o teor do texto que descreve os procedimentos da escolha do presidente e da diretoria executiva. A Profa. Angela Guedes e o Sr. Wander Bastos solicitaram que também fosse enviado da parte do Conselho, um ofício ao Jurídico da Prefeitura Municipal de Cruzeiro a respeito do assunto,  quando se refere à escolha da Diretoria Executiva do Conselho. Quanto ao Plano de Manejo da APA da Mantiqueira , que a Empresa STCP de Curitiba-PR mais o ICMBio já deram início às Oficinas de Participação Popular nos municípios de abrangência da APA da Mantiqueira. Tendo a referida Empresa vencido a licitação para l proceder ao diagnóstico Socioeconômico e Cultural, no Município de Cruzeiro, as devidas Oficinas que dão andamento a tal diagnóstico acontecerão respectivamente nos Bairros Embaú Mirim e Batedor.  Em seguida , a Secretária Cristina Biondi procedeu ao relato acerca dos TAC (Termo de Aditamento de Conduta) , conforme as providências de sua Secretaria em devidamente  informar ao Ministério Publico Estadual acerca de  ações do Poder Executivo quanto a ocupação  de áreas de preservação permanente (mananciais  e áreas verdes), referindo-se especialmente a 32 (trinta e duas) moradias em situação irregular na Estrada Rufino de Almeida, já providenciada a desocupação. E que o mesmo deverá provavelmente acontecer no Bairro Batedor, apos providenciar a construção de casas e não conjunto de apartamentos pelo programa do governo federal (Minha Casa Minha Vida)devido a cultura da comunidade daquela localidade,e que já tem um levantamento das famílias tradicionais que utilizam a terra para o seu sustento sendo em numero de 10 a 16 famílias;Sr.Helio Fernandes,Sra.Vera Lucia,relatou que a guarita e a cancela existente na fazenda Batedor para o controle de pessoas na localidade permanece aberta dia e noite,sendo que  não anotado o numero de pessoas que passam pela cancela,a Sra. Cristina Biondi,disse que a ordem dada ao responsável pela cancela,que anote toda movimentação que adentra para o perímetro da fazenda,que isto e uma ordem judicial;o pode executivo esta na dependência ainda de promulgação de sentença Judicial;Nada mais havendo a tratar, o Sr. Elias Adriano deu por encerrada a Reunião e eu, Maria Aparecida Karouze,  encerro a presente Ata, que lida e achada conforme, será assinada pelos representantes presentes.


COMDEMA CONVOAÇÃO E PAUTA 33ª REUNIÃO ORDINARIA.

COMDEMA
CONSELHO  MUNICIPAL  DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE                                                                           Lei Municipal Nº3985\10
Cruzeiro 22 Junho de 2013.
Reunião Ordinária: Convocação e Pauta
Prezado (a) Senhor (a):

                        Venho através deste, convocar V.Sa. para a reunião ordinária do COMDEMA que se realizará no dia 02/07/2013 às 09:30h00min na Casa dos Conselhos, situado na Rua Dr.Celestino 366,em frente a Anne Noivas -Cruzeiro-SP.
                        A vossa presença é indispensável, caso haja algum imprevisto favor enviar um representante.
                                                     Pauta de reunião:
Ø  Aprovação da  ata reunião ordinária anterior;
Ø  Proposta Tombamento da Serra da Mantiqueira.
Ø  CT-AI-Ações no Comitê de Bacias-Nei Morato.
Ø  Ações da SMMA-Ronaldo Madureira
Ø  Informes Gerais.
                     


Atenciosamente,
Elias Adriano dos Santos
Presidente



segunda-feira, 17 de junho de 2013

CODIGO DE MINAS-ESTADOS TRAVAM DISPUTAS MILIONARIA POR MINERIOS

Código de Minas: Estados travam disputa bilionária por minérios

Após quatro anos de debates, o governo federal finalmente enviará uma proposta de mudança no marco regulatório da mineração ao Congresso na próxima terça-feira. Para evitar a queda de braço que ocorreu na Casa com a MP dos Portos, a presidente Dilma Rousseff decidiu agir de forma menos impositiva e desistiu de propor as novas regras via medida provisória. A proposta será feita por meio de projeto de lei, com pedido de tramitação em caráter de urgência. Mesmo assim, parlamentares e empresas que atuam no setor preveem um embate acalorado entre os dois principais estados produtores (Minas Gerais e Pará) e os estados que são a porta de saída de minérios para o exterior (Espírito Santo, Maranhão e Rio de Janeiro). Em jogo, estão cerca de R$ 4 bilhões de royalties que devem ser arrecadados por ano, com as esperadas mudanças nas regras de tributação.
Como o setor é uma colcha de retalhos, abrangendo de minério de ferro a água mineral, a briga no Congresso deve ser apimentada, ainda, pela diversidade de interesses das companhias que atuam na indústria extrativa, entre elas a Vale, o grupo EBX, de Eike Batista, e as chamadas empresas júnior, que fazem pesquisa mineral.
O novo marco vai aposentar o atual Código de Mineração (de 1967) e tem três objetivos principais: promover mais competição e eficiência nos processos de pesquisa e lavra; elevar a arrecadação governamental por meio do aumento das alíquotas da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (Cfem), espécie de royalty da mineração; e converter o Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM) a agência reguladora, para cobrar das empresas privadas celeridade nos projetos. O lançamento do novo marco será no Palácio do Planalto às 11h de terça-feira, com a presença de Dilma.
Uma nova divisão do bolo
A questão dos royalties da mineração será uma das mais polêmicas. Já está certo que a Cfem vai incidir sobre a receita bruta das mineradoras e não mais sobre a líquida, como é hoje. E que a alíquota será elevada para a maior parte dos minérios. O minério de ferro deve subir de 2% para 4%, por exemplo. Mas se espera que a alíquota de fertilizantes (2%) caia, para estimular sua exploração, uma vez que o Brasil importa o produto. Com as mudanças, a arrecadação da Cfem, que foi de R$ 1,8 bilhão em 2012, deve saltar para cerca de R$ 4 bilhões ao ano.
Segundo fontes do setor, o governo tende a não entrar no mérito de uma possível redistribuição da Cfem entre os entes da federação num primeiro momento, deixando a discussão para o Congresso. Hoje, 12% ficam com a União, 23% vão para o estado produtor e 65%, para o município produtor.
Os governos de Maranhão, Espírito Santo e Rio querem seu quinhão das riquezas minerais, alegado que são corredores logísticos para exportação dos minérios e que, por isso, também precisam ser compensados pelos danos causados pela atividade mineradora. Segundo dados do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, dos 334 milhões de toneladas que o Brasil exportou em 2012 de minério de ferro, cobre, níquel e bauxita (usada na fabricação de alumínio), 37% foram exportados por São Luís, 31% por Vitória e 26% pelo Rio, totalizando 94% do volume embarcado.
O estado que promete brigar com mais veemência no Congresso é o Maranhão, cortado pela Estrada de Ferro Carajás (EFC) e por onde é exportado o minério de ferro de Carajás (PA). A Assembleia Legislativa do estado apresentou proposta ao ministro de Minas e Energia, o maranhense Edison Lobão, pela qual a parcela da Cfem que hoje vai para estados e municípios seria dividida entre estados e municípios produtores (80%) e estados e municípios dos corredores logísticos (20%). Nos cálculos da assembleia, isso renderia ao Maranhão R$ 300 milhões por ano.
Temos esperança de que nossa demanda seja incluída no projeto do governo. Mas, se não for, vamos brigar para que seja feita uma emenda no Congresso. Queremos uma repartição que contemple os três estados que servem como corredores de transporte para as mineradoras disse o deputado estadual Max Barros (PMDB), que está à frente da articulação com a bancada federal.
O governo do Espírito Santo também se mobiliza. A ideia não é bater o pé por uma fatia na Cfem e, sim, pela criação de uma taxa adicional que seria cobrada das mineradoras por usarem a estrutura logística que corta o estado. O governo do Rio evita falar em retaliação por causa de perdas impostas ao estado na questão dos royalties do petróleo, mas acredita que, se haverá ampliação da arrecadação com a Cfem, haverá espaço para uma redistribuição do tributo:
Uma coisa é um ganhar quando outro perde. Outra coisa é todo mundo ganhar um pouco disse um interlocutor do governo fluminense.
Modelo híbrido
Pará e Minas prometem um contra-ataque. Eles perderam a briga pelas Participações Especiais ambos defendiam a criação de PEs sobre grandes jazidas, que não devem ser incluídas no projeto de lei e não querem sair derrotados mais uma vez. Em 2012, o Pará recebeu R$ 524 milhões de Cfem (incluindo a parcela dos municípios) e Minas, R$ 974 milhões. Com as mudanças na Cfem, os valores devem dobrar.
Vamos lutar para que isso (a repartição dos recursos da Cfem) não ocorra. Seria injusto. Já tivemos perdas com a Lei Kandir disse o secretário de Indústria, Comércio e Mineração do Pará, David Leal.
A derrota de Pará e Minas no tema das PEs ocorreu por forte lobby da Vale, que tem buscado influenciar o novo marco por meio do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram). Nas palavras de uma fonte do Planalto, o governo recuou neste ponto porque não quer matar a “galinha dos ovos de ouro”.
Para evitar faíscas no Congresso, o governo também recuou do plano inicial de abandonar por completo o modelo atual, em que quem protocola primeiro um pedido de exploração junto ao DNPM permanece com a área até que a jazida se esgote. A ideia era fazer licitações por blocos, como o que já ocorre no setor de petróleo.
Nas últimas semanas, o governo caminhou para definir um modelo híbrido, com leilões de áreas de grande potencial e geologia bem conhecida, chamadas públicas para áreas menos procuradas levando em conta a capacitação técnica e o plano de investimentos dos interessados e licenças mais rápidas para agregados para construção civil, como areia, brita e argila.
Precisamos de simplicidade, rapidez e de condições de trabalho para o DNPM. E, com isto, elevar significativamente os investimentos, afastando especuladores de direitos minerais que mantêm direitos sem trabalhar disse o presidente da Vale, Murilo Ferreira.
Fonte: O Globo

quinta-feira, 13 de junho de 2013

CETESB APROVA OS ATERROS DA REGIÃO NOVO MAPA DO LIXO

Cetesb aprova os aterros da região em novo 'mapa do lixo'

 Tratores trabalham no aterro sanitário de São José, que melhorou sua avaliação entre 2011 e 2012, segundo a Cetesb cláudio vieira
Aterro sanitário de São José recebe nota 10 no Inventário Estadual de Resíduos Sólidos, elaborado pela estatal
Paula Maria Prado
São José dos Campos
Os municípios do Vale do Paraíba foram aprovados no Inventário Estadual de Resíduos Sólidos Urbanos 2012, elaborado pela Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental).
Segundo o documento, São José pôde comemorar: o aterro sanitário da cidade recebeu nota 10, o que configura um avanço, já que, em 2011, ele registrou nota 9,7.
Jambeiro, Jacareí e Caraguatatuba também melhoraram a destinação de seus resíduos e conquistaram, em 2012, a nota máxima. Já as cidades Monteiro Lobato, Taubaté, Tremembé e Caçapava se mantiveram com nota 10.

Avaliação.
Produzido desde 1997, o inventário se baseia no IQR (Índice de Qualidade de Resíduos).
Os técnicos da Cetesb fazem visitas constantes aos aterros sanitários do Estado e atribuem notas a diversos quesitos, levando em conta duas categorias: inadequada (de zero à 7) e adequada (de 7,1 a 10).
"O sucesso dessas ações resultará em benefícios ambientais à população do Estado", informou, em nota, Cristiano Kenji Iwai, gerente da Divisão de Apoio ao Controle de Fontes de Poluição da Cetesb e um dos coordenadores do inventário.

Futuro.
O objetivo da Cetesb é incentivar as cidades a cumprir a meta estabelecida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos, que determina a disposição final do resíduo de forma ambientalmente adequada.
A previsão é de que, até 2014, não haja mais os chamados lixões --lugares considerados inadequados.
"A substancial melhoria das condições ambientais obtidas nesse período deve-se, em grande parte, às ações da Cetesb no controle da poluição, no apoio e na orientação técnica prestados aos municípios", informou, via nota da assessoria de imprensa, Otavio Okano, presidente da Cetesb.

São José.
Boanésio Cardoso, diretor de operações da Urbam (Urbanizadora Municipal S/A), de São José dos Campos, avalia que as notas são dadas por vários parâmetros.
"Tem um relatório que a fiscalização faz ao longo das visitas, em que avaliam a estabilidade do terreno, a operação, a destinação do chorume e a documentação adequada, além de outras informações", disse.
O modelo de São José já foi estudado por Sorocaba, Guarulhos e Ubatuba.
A exceção no mapa do inventário criado Cetesb é o município de Bananal, que "exporta" o seu lixo para Barra Mansa, no Rio de Janeiro .

Reciclagem é uma preocupação A Política Nacional de Resíduos Sólidos tem como meta
alcançar o índice de 20% de reciclagem de resíduos, em 2015. Para isso, prevê a prevenção e a redução na geração de lixo. Entre as propostas estão a prática de hábitos sustentáveis e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização desse material.


SAIBA MAIS
AvaliaçãoTodas as cidades estão adequadas quanto ao descarte de resíduos, segundo a Cetesb

Notas
São José: 10
Taubaté: 10
Jacareí: 10
Caçapava: 10
Aparecida: 9,4
Guaratinguetá: 9,4

Litoral Norte
Caraguatatuba, Ubatuba, São Sebastião e Ilhabela receberam nota dez

Bananal
A cidade envia o seu lixo para Barra Mansa, no Estado do Rio de Janeiro

ALCKMIN DEFENDE PRIVATIZAÇÃO DO PECJ

Alckmin defende privatização do Parque Estadual de Campos

Grupo visita o Horto Florestal de Campos do Jordão - Foto: Rogério Marques Grupo visita o Horto Florestal de Campos do Jordão - Foto: Rogério Marques/Arquivo/OVALE
Secretário de Meio Ambiente diz que iniciativa privada pode reverter prejuízo e criar novos atrativos no Horto Florestal
Chico PereiraCampos do Jordão
Tramita na Assembleia Legislativa de São Paulo proposta do governador Geraldo Alckmin (PSDB) que transfere à iniciativa privada a gestão de parques estaduais, entre eles o Horto Florestal de Campos do Jordão, que abriga a principal reserva de araucárias (pinheiro brasileiro) do Estado.

A concessão poderá ser por até 30 anos e o concessionário terá direito a cobrança de taxas sobre o uso da área comum, como ingresso, lanchonetes e atrações do local.
O projeto determina que a concessão será feita mediante concorrência pública.
As especificações sobre a concessão, como contrapartidas e outras obrigações, serão definidas em edital.

O secretário estadual de Meio Ambiente, Bruno Covas, disse ontem que um dos objetivos é dinamizar a utilização dos parques estaduais e melhorar as atrações para os visitantes.
Ele relatou que no ano passado 130 mil pessoas visitaram o Horto de Campos.
“A receita gerada foi de R$ 571 mil e a despesa com o parque foi de R$ 971 mil”, afirmou o secretário.

Condições. Para Bruno Covas, a gestão da iniciativa privada tem mais condições de ampliar o número de visitantes, melhorar os atrativos e a conservação dos parques.
Ele citou como exemplo o parque nacional de Foz do Iguaçu, que duplicou o número de visitantes, de 750 mil para 1,5 milhão anuais, após ser transferido para a iniciativa privada.
Segundo o secretário, a Fundação Florestal, responsável pelos parques estaduais, vai fiscalizar a preservação das reservas florestais.

“A proposta de concessão é apenas da área comum e não abrange as reservas florestais”, declarou.

Para Jeferson Rocha, ambientalista e membro do Conselho Estadual de Meio Ambiente, a proposta é boa porque o Poder Público, historicamente deixa a desejar na conservação de parques.
 “É preciso, no entanto, a participação da sociedade civil na fiscalização da concessão”, disse o ambientalista.

Deputados.
A proposta de concessão de parques estaduais à iniciativa privada divide a opinião dos deputados estaduais da região.
Padre Afonso Lobato (PV), de Taubaté, e Hélio Nishimoto (PSDB), de São José dos Campos são favoráveis.

“Dentro de regras, a concessão vai dinamizar o uso dos parques”, afirmaram.
Marco Aurélio de Souza (PT), de Jacareí, é contra. “A nossa preocupação é com a restrição ao uso universal dos parques”, disse.

SAIBA MAIS

CriaçãoO Parque Estadual de Campos do Jordão foi criado em março de 1941

Área
O Horto Florestal ocupa área de 8.341 hectares. Ocupa um terço da superfície municipal

Floresta
O Parque abriga importante remanescente da Mata Atlântica. A reserva abriga ainda 186 espécies de aves e animais em extinção, como a onça parda e a jaguatirica

PinheiroO horto abriga as maiores extensões contíguas de pinheiros de todo o sudeste brasileiro, que se distribuem em vales profundos e morros com altitudes entre 1.030 e 2.007 metros, na divisa entre São Paulo e Minas Gerais, na área de proteção da Mantiqueira

O TRANSPORTE INTERMUNICIPAL NA RMVALE

Transporte intermunicipal vai ter licitação somente em 2014

Medida foi anunciada ontem pelo governo do Estado durante reunião em Pindamonhangaba e tendência é de que certame tenha lote único; usuários cobram melhoria do serviço atualmente oferecido na região
Julio Codazzi
Pindamonhangaba

O governo Geraldo Alckmin (PSDB) pretende lançar em 2014 uma licitação para a concessão do transporte coletivo intermunicipal da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte.

A medida foi anunciada ontem pelo secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, durante reunião com secretários municipais de trânsito da RMVale, em Pindamonhangaba, em que foram apresentados os projetos do governo para o setor (veja  destaque abaixo). Atualmente, as 73 linhas da região são operadas por 10 empresas, que contam com 256 veículos -- cerca de metade da frota pertence à Pássaro Marron.

O secretário afirmou que a licitação permitirá uma melhoria no serviço, que hoje é prestado com base em contratos de permissão. "A permissão é um instrumento jurídico mais inseguro para o empresário investir. Já a concessão é um contrato que se assina por determinado prazo. Pode ser 10, 15, 20 anos", disse.

Modelo.
Os detalhes do edital da licitação serão definidos até o ano que vem, após a finalização dos estudos sobre o certame e do 'raio-X' do setor na região.
A estimativa é de que o certame tenha lote único. Ainda não está definido se as empresas interessadas poderão formar consórcios para disputar a concessão.

"A Grande São Paulo teve lote de 1.200 carros, 400 carros. Aqui, 256 veículos atendem 39 cidades, sendo que 60% da demanda está em quatro municípios. Por isso, pode haver lote único", disse Joaquim Lopes, presidente da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), que assumiu o gerenciamento do transporte público intermunicipal da RMVale em abril.

Análise.
Para o especialista em trânsito Ronaldo Garcia, o edital precisa ser detalhado para garantir o cumprimento do contrato.
"O ideal é que haja concorrência, pois isso garantiria competitividade. Mas, se isso não for possível, é preciso haver fiscalização para que o serviço melhore."
Moradora de Caçapava, Natalia de Lima, 28 anos, viaja todo dia de ônibus para estudar em Taubaté e reclama dos ônibus lotados. "Dependendo do horário, os ônibus estão sempre cheios".
Estado 'flagra' 203 vans clandestinasLevantamento da secretaria dos Transportes Metropolitanos apontou a existência de 203 vans clandestinas na RMVale -- este número não considera carros de passeio que também fazem transporte intermunicipal. O Estado pretende regulamentar a atuação. Porém, ainda não há definição de quando esse processo será finalizado e quantas permissões serão concedidas.

ConvênioSistema de transporte gratuito para crianças com deficiência física ou mobilidade reduzida, no sistema "porta a porta". Região deve receber 40 vans adaptadas e 35 não adaptadas, para o transporte de estudantes. Porém, ainda não há previsão de quando o projeto terá início. Conhecido como 'Ligado', programa é realizado desde 2009 na Capital
Benefícios.

Gratuidade
Localizado em São José dos Campos, o Capes (Centro de Atendimento ao Passageiro Especial) foi criado para atender pessoas com deficiência que buscam a gratuidade na utilização do transporte público intermunicipal. Esse ano, foram emitidas 1.500 carteiras de identificação na região. A unidade tem capacidade para atender aproximadamente 100 usuários por dia.
Pacto prevê a criação de corredores exclusivosTambém durante a reunião de ontem em Pinda, o secretário de Estado dos Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, apresentou o projeto para a criação de corredores exclusivos para o transporte intermunicipal da RMVale.
A medida, segundo ele, poderia reduzir o tempo das viagens e aumentar a segurança.
"A taxa de ocupação média dos veículos no eixo Rio-São Paulo é de 1,5 pessoa. Ou seja, cada 10 carros transportam 15 pessoas. Se um ônibus transporta 70, é óbvio que há uma distorção", afirmou.
Não há previsão, no entanto, de quando o programa de corredores será implementado na região. A proposta é de que, inicialmente, as vias já existentes sejam adaptadas.
"Nós já podemos afastar ou 'cotovelar' os carros para dar espaço ao transporte coletivo, em um primeiro momento. No segundo momento, começa a se fazer, a exemplo da capital, corredores específicos", disse o secretário.

Auxílio.
Para facilitar a criação dos corredores, o governo do Estado quer implantar na região o Sivim (Sistema Viário de Interesse Metropolitano). Objetivo é estimular que os municípios discutam a possibilidade de prever, em seus Planos Diretores, a implantação de 'avenidas intermunicipais'.

"Os municípios estão ligados por rodovias. Isso é errado. Com a conurbação, devem ser ligados por ruas. É preciso planejamento integrado. Rodovia é para viajar, para trajetos maiores", disse o secretário.

O transporte intermunicipal e as propostas do governo

Segundo a EMTU, a licitação pode prever atuação de micro-ônibus e veículos biarticulados na RMVale

Licitação

Processo de licitação para concessão do transporte público intermunicipal da RMVale
será aberto em 2014. Provavelmente, o certame realizado pelo governo do Estado terá lote único. Ainda não está definido se será permitida a participação de consórcios de empresas na concorrência que será aberta
Sistema viário

Interesse regional
O governo Geraldo Alckmin (PSDB) quer implantar o Sivim (Sistema Viário de Interesse Metropolitano) na RMVale. O objetivo é estimular os municípios a discutir a possibilidade de prever, em seus Planos Diretores, a implantação de 'avenidas intermunicipais', que comportem o tráfego de veículos entre cidades conurbadas. Objetivo é reduzir o fluxo das rodovias

Mobilidade ampliadaCom o PCM (Programa de Corredores Metropolitanos), o objetivo é ampliar a mobilidade do sistema, por meio de corredores. No início, serão usadas vias já existentes. Em um segundo momento, com o auxílio do Sivim, serão adotados corredores em novas vias, exclusivas. Não existe cronograma para implantação do Programa de Corredores Metropolitanos)

Raio-X-10 empresas
-256 veículos, com idade média de 4,38 anos (máximo, segundo a lei, é 10 anos). Desses veículos, 29% já estão padronizados com a cor azul -- cronograma termina em junho de 2014
-73 linhas cadastradas
-2 milhões de passageiros transportados por mês
-Fretamento: existem 18 empresas, com total de 688 veículos

terça-feira, 11 de junho de 2013

REUNIÃO DO CONAPAM-RESENDE

OFÍCIO CIRCULAR Nº: 005/ 2013 /APASM/ICMBIO/MMA

Às instituições componentes do
CONSELHO CONSULTIVO DA APA DA SERRA DA MANTIQUEIRA
Gestão 2013/2014

Itamonte, 04 de junho de 2013.


Assunto:    II Reunião Ordinária de 2013

                  Senhores conselheiros e conselheiras,
 
1.                Dando seguimento aos trabalhos do CONAPAM, temos a honra de convocar as instituições componentes da gestão 2013/2014 para participarem da II Reunião Ordinária de 2013, que se realizará no dia 13 de junho, quinta-feira, das 14:00h às 17:00h, no município de Resende – RJ.
2.                Segue a pauta da reunião:
                  14:00h às 14:15h – Falas de boas vindas e apresentação dos presentes
                  14:15h às 14:30h – Apresentação e aprovação da pauta; leitura e aprovação das atas da I Reunião Ordinária e I Reunião Extraordinária, ambas de 2013;
                  14:30h às 15:30 –             Relato e avaliação das reuniões abertas realizadas. Esse ponto deverá contar com os conselheiros e conselheiras que participaram.
                  15:30h às 16:30h – Oficinas de Planejamento Participativo: organização e participação dos conselheiros.
                  16:30h às 17:00h – Informes e encerramento
3.                A reunião ocorrerá no auditório da Associação Educacional Dom Bosco - AEDB Resende. A equipe da APA da Serra da Mantiqueira está à disposição para qualquer informação adicional, no telefone 35 3363-2136, ou do endereço eletrônico: apaserradamantiqueira@yahoo.com.br.
Av. Cel Prof. Antonio Esteves, nº 01, Campo de Aviação – Resende-RJ
Tel/Fax: (24) 3383 -9000
www.aedb.br

                  Cordialmente,


JULIO CESAR ANTUNES BOTELHO
Chefe Substituto da APA da Serra da Mantiqueira

Soraya Fernandes Martins
Analista Ambiental

quarta-feira, 5 de junho de 2013

PARAIBA DO SUL ENTRE O 10 RIOS MAIS POLUIDOS DO BRASIL

Paraíba do Sul está na lista dos 10 rios mais poluídos do Brasil

pag3 paraiba 050613 O frentista André Ramos manobra barquinho no rio Paraíba, em S. José - Marcelo Caltabiano
Estudo do IBGE coloca em evidência poluição do principal curso d'água do Vale; esgoto doméstico ainda é a principal ameaça ao rio, apesar do investimento de R$ 519 milhões feitos pela Sabesp nos últimos anos
Paula Maria Prado
São José dos Campos
O rio Paraíba do Sul está em nono lugar no ranking dos rios mais poluídos do país, de acordo com o levantamento "Indicadores de Desenvolvimento Sustentável", do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
O estudo levou em conta os IQAs (Índice de Qualidade da Água), feito pela ANA (Agência Nacional das Águas). O primeiro lugar ficou para o Tietê, que corta a Região Metropolitana de São Paulo.
Enquanto no Estado do Rio de Janeiro o principal problema é o despejo de resíduos industriais, principalmente na região de Volta Redonda, onde está a CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), no trecho do Estado de São Paulo, o esgoto doméstico é o principal responsável pela poluição.
"Na região do Vale, 60% da poluição vem de São José e Jacareí. Apesar do tratamento que elimina coliformes fecais, sabemos que há ainda medicamentos e hormônios dissolvidos na água", afirmou o ambientalista Lincoln Delgado.
Segundo ele, outro problema é a relação entre o esgoto tratado e a cidade considerada legal pela prefeitura. "O índice de tratamento divulgado pelas empresas de saneamento não leva em conta, por exemplo, os bairros clandestinos. Estes acabam despejando in natura o esgoto no rio", disse.
Sujeira.
Entre os demais agentes poluidores estão os resíduos extrativistas, de pecuária e da agricultura.
"Há danos causados também pela extração de areia, que demanda um grande impacto ao rio, já que pode alterar o seu curso e causar assoreamento", afirmou André Miragaia, ex-secretário do Meio Ambiente de São José.
Estado.
Segundo a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), que opera em 20 cidades pertencentes à bacia do Paraíba, foi feito um investimento de R$ 519 milhões de 2011 a 2014. A meta é que 100% do esgoto coletado seja tratado.
De acordo com nota, em São José, os índices de coleta e tratamento são de 91% e 89%, respectivamente.
Já o Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), de Jacareí, informou que elevará de 20% para 70% o índice de tratamento de esgoto. Com relação ao tratamento dos 30% de esgoto restante o município cadastrou um projeto junto ao PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) 2013 e aguarda a decisão da União.
O relatório sobre a Qualidade das Águas Superficiais, de 2012, da Cetesb (Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental) apontou melhora na qualidade da água em dez dos 11 pontos de coleta. Atualmente, ela é considerada boa.

terça-feira, 4 de junho de 2013

SITUAÇÃO DOS PARQUES E UNIDADES DE CONSERVAÇÃO NO BRASIL

Sem estrutura, 21% de parques e unidades de conservação do Brasil estão fechados

Levantamento também mostrou que cerca de 80% dos parques nacionais, estaduais e municipais do País não tem receita significativa gerada por visitantes

Agência Estado |
  • Um levantamento em quase cem parques nacionais, estaduais e municipais do País revela que 80% não têm receita gerada por visitação e 21% nem sequer recebem turistas. O estudo, do Instituto Semeia, avaliou o uso público destas e de outras unidades de conservação (UCs) abertas ao turismo a partir de questionários enviados a 443 gestores.

    O relatório, em versão preliminar, mostrou ainda que mais da metade dos parques (58%) recebe menos de 50 mil visitas por ano. Em outros tipos de UCs abertos ao público, como Florestas Nacionais e Áreas de Proteção Ambiental, o aproveitamento é ainda menor: 88% não têm receita de turismo e 44% não recebem visitantes.
    "Não foi uma surpresa, esperávamos resultado semelhante", admite Ana Luisa Da Riva, diretora executiva do instituto. "Abrir os parques para o turismo significa gasto, então o governo prefere mantê-los fechados."
    Segundo ela, uma das explicações para o baixo índice de visitação em UCs, especialmente nos parques, é a estrutura precária para receber o público. "O perfil do visitante atual é o ecoturista, que vai muito mais por aventura. Não há infraestrutura para receber famílias e pessoas comuns", afirma Riva. "Em muito locais não há nem mesmo serviço para atender os visitantes. Ainda há o problema da falta de planejamento. No Parque Estadual de Ilhabela, por exemplo, ainda não há plano de manejo, o que compromete o potencial de uso público."

    O relatório aponta que dois terços dos gestores das 200 unidades de conservação analisadas se mostram abertos a parcerias para ajudar na conservação e fomentar o desenvolvimento econômico da região onde estão inseridas as UCs. "É fundamental engajar os gestores, que trabalham com poucos recursos e equipe reduzida para fazer a conservação. Eles enxergam a abertura dos parques como uma coisa positiva", afirma Riva.

    Entre as 1.649 unidades existentes no País, pouco mais de mil pertencem a órgãos públicos. A proposta do Instituto Semeia é de promover a integração do setor privado na gestão de UCs. "Os recursos públicos não serão capazes de cumprir as metas estabelecidas de conservação", diz Ana Luisa Da Riva. "O setor privado está de ouvido aberto, mas é um mercado muito novo. O conceito de parceria para conservação como fim principal, e não o turismo, ainda carece de garantias e regulamentações por parte do governo."

    Nesta perspectiva, o governo serviria como regulador e operador das unidades de conservação, cabendo às empresas privadas apenas gerenciar os serviços. O modelo segue o que já ocorre em outros setores como saúde, educação e até mesmo administração de presídio. O turismo é apenas um dos aproveitamentos possíveis - um exemplo prático de uso alternativo ocorre na Costa Rica, onde existem centros universitários funcionando no interior de parques.

    Crescimento
    Dos 69 parques nacionais, 26 estão abertos ao turismo e são administrados pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), criado em 2007 para diversificar as atividades de ecoturismo e recreação locais.

    Os exemplos de gestão compartilhada mais bem-sucedidos ocorrem no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná, e no Parque Nacional da Tijuca, no Rio, que autorizaram a diversas empresas a concessão de exploração de serviços e turismo.

    A estrutura adequada, aliada ao grande apelo de seus atrativos naturais, se traduz nos números. Com 1.5 milhão e 2,5 milhões de visitantes, respectivamente, Iguaçu e Tijuca foram responsáveis por cerca de 90% do total de visitações em parques nacionais no País em 2012. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

REGISTRO DA 32ª REUNIÃO ORDINARIA DO COMDEMA-CRUZEIRO



Na 32ªReunião Ordinaria do COMDEMA-CRUZEIRO,foram abordados varios assunto MoNa Itaguare,Semana do Meio Ambiente,Plano de Manejo da APA Mantiqueira,Diagnostico Socieconomico e Cultural,RPPN Pedra da Mina. 





PROJETO DE PRIVATIZAÇÃO DE PARQUES PAULISTAS.

Projeto de Alckmin prevê privatização de parques e áreas de preservação em SP

Assembleia discute proposta que estabelece uma concessão de 30 anos para que empresas explorem parques como o da Cantareira, do Jaraguá e de Campos de Jordão

Natália Peixoto - iG São Paulo |
  • O governador Geraldo Alckmin (PSDB) enviou à Assembleia Legislativa de São Paulo um projeto de lei, em caráter de urgência, que prevê conceder à iniciativa privada por 30 anos a exploração de parques florestais e áreas de preservação permanentes do Estado de São Paulo. Na prática, se o projeto for aprovado, a empresa vencedora poderá cobrar pelo acesso, por serviços de estacionamento, restaurante e passeio nas trilhas.
Os alvos da proposta são os parques do Jaraguá, da Cantareira e de Campos do Jordão, além da Estação Experimental de Itirapina e da Floresta de Cajuru.

Sem estrutura: 21% de parques e unidades de conservação do Brasil estão fechados
O projeto será analisado na Comissão de Meio Ambiente nesta terça-feira (4) e deve entrar na pauta de votação nas próximas semanas. Antes disso, será debatido em audiência pública. Mas, como o governo de São Paulo tem maioria na Alesp, dificilmente a proposta não será aprovada.
A justificativa da lei, sugerida pelo secretário Estadual do Meio Ambiente, Bruno Covas, menciona falta de tempo e de “recursos materiais e tecnológicos diversos” para que o governo do Estado realize “intervenções urgentes e necessárias na gestão” dos mais de 20 mil hectares.
Em dezembro do ano passado, a Casa aprovou um projeto semelhante de Alckmin que renovou por mais 30 anos a exploração de parte do Parque Estadual Fontes do Ipiranga, o Parque do Estado, na zona sul da capital, pela iniciativa privada.
Érica Catarina Pontes/Futura Press
O Parque da Serra da Cantareira está na lista das áreas de preservação que podem ser privatizadas pelo governo de São Paulo
Mesmo com obstrução do PT e do PSOL, a Alesp aprovou a liberação da área para "atrair oportunidades de feiras e negócios", por meio da licitação para construir um centro de convenções, um hotel e um pavilhão no parque.
Falta 'vontade'
O líder do PT na Alesp, o deputado Luiz Claudio Marcolino, discorda dos argumentos do secretário do Meio Ambiente e disse que existem recursos suficientes para manter os parques do Estado. Segundo ele, o que falta é “vontade”. Além de criticar a justificativa do projeto, Marcolino ainda questionou a falta de contrapartidas das empresas interessadas na exploração.
“Não há um plano específico sobre como será feita a atuação da concessionária”, aponta o petista. “Você começa a ter um processo de privatização de áreas que deveriam ser de preservação ambiental e perde o controle de acesso da população, que irá começar a pagar para entrar, e sobre as pesquisas que acontecem na área.”
O deputado também questionou o período “longo” de 30 anos para a concessão – prorrogável por mais 30. “Boa parte da água da grande São Paulo vem de nascentes do Parque da Cantareira, e passar o controle disso para iniciativa privada é complicado”, destaca.
Máximo da potencialidade
Na justificativa do projeto, o secretário do Meio Ambiente destaca que a concessão de uso das áreas disponibilizadas de floresta “milita em favor da conservação e da pesquisa, já que permitirá extrair o máximo da potencialidade das áreas de produção em favor das áreas de preservação".
A diretora de Gestão do Conhecimento da Fundação SOS Mata Atlântica, Marcia Hirota, vê com bons olhos a iniciativa e diz que os atores privados são “essenciais” para complementar o que o poder público não consegue fazer. Mas faz uma ressalva: “Não é só entregar ao privado, depende de um bom sistema e modelo de gestão que não sei se o Estado de São Paulo está preparado ou se preparando para isso”.
Para Marta, é importante que os novos gestores entendam, além da área comercial, as peculiaridades, características e potencialidades de cada parque. “Nos casos lá fora, muitos deles dão certo porque além da concessão, o governo investe de verdade e faz também o seu papel na gestão. Aqui, no Brasil, com tanta beleza, paisagens incríveis, lugares fantásticos, só vejo desperdício de oportunidades”, diz Marta.

    domingo, 2 de junho de 2013

    PARTIDOS QUEREM CRIAR 410 NOVOS MUNICIPIOS NO PAIS.

    Descentralização: Partidos querem criar 410 novos municípios no país

    Dezessete anos depois de uma emenda constitucional ter retirado dos estados o poder de decidir sobre emancipações, um projeto de lei complementar (PLC), a ser votado na Câmara dos Deputados no próximo dia 4 de junho, pode devolver às Assembleias Legislativas a autonomia de criar novos municípios. Levantamento feito pelo GLOBO nas Assembleias dos 26 estados da federação revela que, se a porteira for novamente aberta, o país poderá ganhar até 410 novos municípios, elevando para quase 6 mil o número de cidades brasileiras — hoje já são 5.570.
    Considerando que os municípios com até oito mil habitantes criados entre 2001 e 2010 — em processos que ficaram sub judice no Supremo Tribunal Federal (STF) — têm orçamento anual em torno de R$ 20 milhões, cada, a despesa dessas 410 cidades poderia chegar a R$ 8 bilhões por ano, uma vez que haveria uma redistribuição das verbas da principal fonte de financiamento dessas cidades, que é o Fundo de Participação nos Municípios (FPM).
    A Frente Nacional de Apoio à Criação de Novos Municípios, que diz contar com o apoio de 350 parlamentares de diferentes partidos, admite que já há um forte movimento nas Assembleias para criação de, pelo menos, 250 cidades, e prevê que 180 possam ser, de fato, emancipados. Mas o deputado José Augusto Maia (PTB-PE), autor do PLC 2008/416, nega que vá haver nova farra nos moldes da que ocorreu antes da Emenda Constitucional 1996/15, que passou a subordinar ao Congresso o surgimento de novos municípios.
    — Fizemos um substitutivo global que melhora e dá critérios muitos mais rígidos à criação de novos municípios, levando em consideração o número populacional e a viabilidade econômica de cada um, como geração de emprego e renda.
    Pelo projeto, após a aprovação do projeto caberá a cada localidade convocar a população para que vote no plebiscito e decida se deseja a criação do novo município.
    Lançado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM), composto por informações dos ministérios do Trabalho, da Educação e da Saúde, demonstrou que em 58 prefeituras criadas entre 2001 e 2010 foram abertos novos 31 mil cargos públicos, e movimentados recursos federais que somaram, nos últimos cinco anos, R$ 1,3 bilhão, em repasses do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).
    Todo esse investimento, entretanto, não se reverteu em melhoria dos indicadores sociais para a maioria dessas cidades. Segundo o IFDM, divulgado pelo GLOBO em janeiro último, 45% dos 58 municípios emancipados registraram piora de desempenho ao longo da última década.
    — A criação de novas cidades implica em custos sim. Gerar novos municípios não implica necessariamente obter nova arrecadação. Ele vai é subtrair dos recursos já existentes, e distribuídos entre essas administrações. Ou seja, a divisão vai ser maior — afirmou o gerente de estudos econômicos da Firjan, Guilherme Mercês. — Para solucionar isso, a União tem que aumentar os repasses, e, para isso, terá que haver aumento de impostos. Sou a favor de que haja um melhor critério técnico na criação desses municípios, e não o processo que nós vimos no passado.
    Projetos passarão por filtro, diz deputado
    Questionado se a criação de novos municípios pode pesar mais no bolso do contribuinte com um aumento do Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) e do Imposto Sobre Serviços (ISS), por exemplo, Maia diz que os critérios do projeto são claros e que só passarão pelo filtro os municípios que atenderem rigorosamente às regras. A criação de despesas pode, ainda, dificultar o atendimento à população com serviços básicos de qualidade.
    — As secretarias estaduais de desenvolvimento econômico ficarão responsáveis pelo estudo de viabilidade econômica-financeira a depender das receitas de arrecadação própria de cada município. Quem não atender aos requisitos ficará fora. Não haverá farra — garantiu Maia.
    Mas, para o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ), a farra de criação de municípios vai voltar se a lei for aprovada. Ele critica a condução do projeto na Câmara.
    — A urgência do projeto tem clara intenção de privilegiar as eleições do ano que vem. Os corredores do Congresso estavam tomados por prováveis candidatos desses novos municípios. Não somos contra a criação de novas unidades administrativas, mas é preciso ter uma discussão maior sobre o assunto. Queremos regras mais claras — disse Chico Alencar.
    O presidente da Confederação dos Municípios, Paulo Ziulkoski, elogia a ideia, mas vê riscos:
    — A aprovação da lei é importante. Os melhores indicadores do Brasil estão nos pequenos municípios. A criação de novas cidades nos últimos anos contribuiu para isso. O Brasil tem espaço para a criação dessas novas unidades, principalmente no extremo Norte. O problema é que esses novos municípios não podem ser criados com estrutura de estado, ou seja, com centenas de secretarias, e com gasto elevado.
    Para o professor Luiz Roque Kleringer, especialista em administração pública da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a emancipação melhora a qualidade de vida dos moradores, principalmente nas pequenas cidades.
    Fonte: O Globo

    GOVERNO ATRASA REGULAÇÃO DO CADASTRO AMBIENTAL RURAL

    Governo atrasa regulamentação do Cadastro Ambiental Rural

    O novo Código Florestal já completou um ano de idade no último sábado, 25, mas até esta segunda-feira, 27, o governo federal ainda não regulamentou o mecanismo do Cadastro Ambiental Rural (CAR), previsto na nova lei ambiental e que deve realizar um mapeamento das propriedades rurais no País. Segundo a Agência Brasil, o decreto deverá ser publicado até a próxima quarta-feira, 29.
    Na semana passada, em um seminário da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), o secretário de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do Ministério do Meio Ambiente (MMA), Paulo Cabral, havia indicado que a pasta publicaria um decreto no Diário Oficial da União (DOU) até esta segunda-feira para colocar em vigência o instrumento de registro.
    O cadastro será obrigatório para todos os imóveis rurais e é a principal ferramenta de controle ambiental do novo Código Florestal. Os proprietários de terras terão um ano, prorrogável por mais um, a partir da data de publicação do decreto no DOU, para realizarem seus cadastros.
    O registro é feito como o Imposto de Renda: o dono da terra deve realiza-lo de forma declaratória, após o qual recebe um recibo de entrega da declaração. Os órgãos ambientais farão então um pente fino para verificar se há ou não incongruência com os dados declarados.
    Para os proprietários de imóveis com até quatro módulos fiscais, assentados de reforma agrária, comunidades indígenas com terras demarcadas e comunidades tradicionais que fazem o uso coletivo da terra, o cadastro é gratuito.
    De acordo com a lei do Código Florestal, caso o proprietário não tenha realizado seu cadastro até 28 de maio de 2017, ele não poderá ter acesso ao crédito rural. O CAR também será necessário para que os donos de terras tenham certificações, possibilidade de terem sanções suspensas e para que possam ingressar no Programa de Regularização Ambiental (PRA), voltado para os proprietários que têm passivos ambientais e de adoção voluntária.
    De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há 5.175.489 imóveis rurais no Brasil. O número, porém, não confere com o dado do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), e o governo afirma que CAR permitirá determinar o número correto de imóveis rurais no País.

    STJ-DECISÃO DO GEORREFERENCIAMENTO E OBRIGATORIO PARA USUCAPIÃO DE IMOVEL RURAL

    STJ decide que georreferenciamento é obrigatório para usucapião de imóvel rural

    O imóvel rural objeto de ação de usucapião deve ser identificado mediante apresentação de memorial descritivo que contenha as coordenadas georreferenciadas dos vértices definidores de seus limites.
    Com essa decisão, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em recurso relatado pela ministra Nancy Andrighi, acolheu pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul e determinou que os autores de uma ação de usucapião de imóvel rural apresentem o memorial descritivo georreferenciado da área no juízo de primeiro grau. O Tribunal de Justiça do estado havia indeferido o pedido formulado pelo MP.
    Segundo a relatora, o princípio registral da especialidade impõe que o bem imóvel, para efeito de registro público, seja plenamente identificado a partir de indicações precisas de suas características, confrontações, localização e área, sendo essa individualização necessária para conferir segurança às relações judiciais e obrigatória para efetivação de registro em qualquer situação de transferência de imóvel rural, conforme previsto no parágrafo 4º do artigo 176 da Lei de Registros Públicos (LRP).
    Exigências
    Em seu voto, a ministra também ressaltou que o parágrafo 3º do mesmo artigo estipula que “nos autos judiciais que versem sobre imóveis rurais, a localização, os limites e as confrontações serão obtidos a partir de memorial descritivo assinado por profissional habilitado e com a devida Anotação de Responsabilidade Técnica – ART, contendo as coordenadas dos vértices definidores dos limites dos imóveis rurais, georreferenciadas ao Sistema Geodésico Brasileiro e com precisão posicional a ser fixada pelo INCRA, garantida a isenção de custos financeiros aos proprietários de imóveis rurais cuja somatória da área não exceda a quatro módulos fiscais”.
    Destacou, ainda, o Decreto 5.570/2005, que regulamentou a Lei 10.267/2001 e que estabelece, em seu artigo 2º, que a identificação georreferenciada do imóvel rural, nas ações ajuizadas a partir de sua publicação, como é o caso dos autos, constitui exigência imediata, qualquer que seja a dimensão da área.
    Informações precisas
    Para a relatora, todas essas normas foram editadas com o intuito de especificar o conteúdo e evitar o surgimento de efeitos indesejados decorrentes de descrições imobiliárias vagas e imprecisas. Por isso, a norma do artigo 225 da mesma lei determina que, em processos judicias, os juízes façam com que “as partes indiquem, com precisão, os característicos, as confrontações e as localizações dos imóveis”.
    “Dessa forma, conclui-se que, tratando-se de processos que versam acerca de imóveis rurais, a apresentação de sua descrição georreferenciada, por meio de memorial descritivo, ostenta caráter obrigatório, constituindo imposição legal relacionada à necessidade de perfeita individualização do bem”, ressaltou a ministra.
    Citando doutrina de Humberto Theodoro Júnior, que trata especificamente do procedimento relativo à ação de usucapião, Nancy Andrighi reiterou que a completa e perfeita descrição do imóvel é necessária não só para efeitos práticos do exercício do direito de propriedade, mas principalmente para atender aos pressupostos registrais.
    Segundo a ministra, não resta dúvida de que o caso julgado se amolda à hipótese de incidência do artigo 225, parágrafo 3º, da LRP, ou seja, “autos judiciais que versam sobre imóveis rurais”. Assim, constatado que o acórdão recorrido afastou a exigência imposta pela lei, a Turma seguiu o voto da relatora para reformar a decisão do tribunal gaúcho e determinar a obrigatoriedade da apresentação de memorial georreferenciado no juízo de primeiro grau.
    Fonte: STJ