sábado, 18 de fevereiro de 2017

REUNIÃO DISCUTE ECOTURISMO NA REGIÃO DOS APARATOS DA SERRA

Reunião discute ecoturismo na região de Aparados da Serra

Publicado: Quarta, 15 de Fevereiro de 2017, 22h02
Presidente do ICMBio e prefeitos de municípios do entorno do parque nacional, na divisa entre os estados de RS e SC, reforçam entendimentos para atuais e futuras parcerias

APARADOS
Lorene Lima
lorene.cunha@icmbio.gov.br

Brasília (15/02/2017) – O presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ricardo Soavinsky, reuniu-se, ontem (terça, 14), em seu gabinete, em Brasília, com prefeitos de municípios do Rio Grande do Sul e Santa Catarina para discutir parcerias que buscam desenvolver o turismo sustentável e a economia na região dos parques nacionais de Aparados da Serra e da Serra Geral, na divisa entre os dois estados.

Durante o encontro, Soavinsky disse que o ICMBio está implantando novos instrumentos para estimular a visitação nos dois parques, assim como nas demais unidades de conservação, com o apoio de setores da sociedade. “Todos os parques que tiverem potencial de avançarmos, inclusive, em parceria com a iniciativa privada, como é o caso das concessões de serviços, isso será feito. Essa é uma forma de valorizar esses parques e estimular o ecoturismo”, afirmou.

Segundo ele, preparar as unidades de conservação para receber visitantes, com qualidade e segurança, é uma das prioridades do ICMBio. A visitação nas UCs, reforçou, representa um forte e importante impacto nas economias regionais, gerando empregos, renda e valorização dos ativos ambientais.

O prefeito de Cambará do Sul (RS), Schamberlean José Silvestre, disse que ações conjuntas entre as prefeituras e o ICMBio são importantes para alavancar o desenvolvimento econômico nas cidades do entorno dos dois parques. “Hoje, viemos reiterar essa parceria que tem o poder de mudar a realidade da região”, enfatizou ele.

A reunião contou, ainda, com a participação dos prefeitos de Mampituba (RS), Dirceu Gonçalves Selau, de Praia Grande (SC), Henrique Matos Maciel, e de Itati (RS), Flori Werbde, e, pelo ICMBio, do diretor de Criação e Manejo de Unidades de Conservação, Paulo Carneiro, do coordenador-geral de Uso Público e Negócios, Pedro Menezes, e dos assessores parlamentares Felipe Sitônio e Ana Flúvia.

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ICMBio DIVULGA DADOS DE VISITAÇÃO EM UCs

ICMBio divulga dados de visitação em UCs

Publicado: Quarta, 15 de Fevereiro de 2017, 22h52
Balanço divulgado pelo Instituto mostra aumento em relação a 2015 e traz novidades 

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Celise Duarte
ascomchicomendes@icmbio.gov.br

Brasília (15/02/2017) – O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) divulgou nesta quarta-feira (15) o balanço da visitação nas unidades de conservação (UCs) federais em 2016. Os números indicam uma leve alta em relação a 2015, passando de 8,07 milhões para 8,29 milhões.

A unidade mais visitada continua sendo o Parque Nacional da Tijuca, no Rio de Janeiro, que recebeu 2.720.517 de pessoas em 2016. Em seguida, vêm os parques nacionais do Iguaçu, no Paraná (1.560.792), de Jericoacoara, no Ceará (780 mil), e de Fernando de Noronha, em Pernambuco (389 mil).

Uma das novidades é a Reserva Extrativista Marinha Arraial do Cabo, no litoral do Rio de Janeiro, que iniciou no último ano um esforço de monitoramento do número de visitantes e passou a figurar na lista das UCs mais frequentadas, na quinta posição, com 382.647 visitantes. Os bons resultados do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha também devem-se, também, a melhorias nos seus protocolos de monitoramento dos turistas.

Fechando o topo da lista das UCs federais mais visitadas do País, estão o Parque Nacional de Brasília, no Distrito Federal, a Área de Proteção Ambiental da Costa dos Corais, entre Alagoas e Pernambuco, a Floresta Nacional dos Carajás, no Pará, e os parques nacionais da Serra dos Órgãos, no estado do Rio, e da Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso.

Segundo os gestores da Coordenação de Visitação do ICMBio, os resultados permitem melhor entendimento da importância das unidades de conservação como indutores do desenvolvimento econômico a partir do estímulo ao ecoturismo.

Ainda segundo eles, os dados ajudam a construir políticas mais sólidas de implementação das UCs, assim como identificar oportunidades de parcerias com a iniciativa privada e compatibilizar o desenvolvimento das atividades de visitação com os esforços de conservação da biodiversidade.

Acesse aqui os dados gerais de visitação.

Leia também: Iguaçu bate recorde histórico de visitantes

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PN-BOCAINA SE PREPARA PARA VISITAÇÃO DURANTE O CARNAVAL

Bocaina se prepara para visitação durante o Carnaval

Publicado: Quinta, 16 de Fevereiro de 2017, 16h57
Programadas para acontecer entre os dias 24 de fevereiro e 1 de março, ações terão como objetivos reduzir os impactos do turismo, impedir práticas irregulares e levantar dados que contribuam para a gestão da área

Parque Nacional da Serra da Bocaina recebe mais de 600 mil visitantes por ano (Foto: Marcelo Motta)

Brasília (16/02/17) – O Parque Nacional da Serra da Bocaina, unidade de conservação (UC) administrada pelo ICMBio entre os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, protege mais de 100 mil hectares de Mata Atlântica, abrangendo áreas de seis municípios. Além disso, o parque possui centenas de atrativos naturais, que vão desde trilhas, mirantes e cachoeiras, chegando até o mar, o que faz a unidade figurar entre as mais frequentadas do país, com mais de 600 mil visitas por ano.

Para o feriado de Carnaval deste ano, o ICMBio está preparando ações de ordenamento da visitação na região da Vila de Trindade (Paraty/RJ), com apoio da Econsenso, SOS Mata Atlântica, Parque Estadual da Serra do Mar e associações de moradores e de barqueiros locais (Amot e Abat).

As atividades, que ocorrerão entre os dias 24 de fevereiro e 1 de março, têm como objetivos principais oferecer atrativos naturais conservados para a sociedade, reduzir os impactos da visitação, prevenir que práticas irregulares aconteçam na área e levantar dados para subsidiar tomadas de decisão do ICMBio. A novidade para o Carnaval de 2017 será o levantamento do número de pessoas que entram no parque a cada dia, através do registro de todo visitante no momento do seu primeiro acesso do dia.

Para isso, será mobilizada uma equipe composta por mais de 20 pessoas, entre servidores do Instituto Chico Mendes, monitores e voluntários escolhidos e capacitados pela unidade de conservação especificamente para essas ações.

“Esta é uma atividade que vem sendo realizada na maioria dos feriados prolongados de 2009 até hoje e que culminará com a implantação da estrutura física do parque na região” destaca o analista ambiental Thiago Rabelo. “Quando implantada, haverá na área, dentre outras coisas, exposições sobre a biodiversidade e a cultura caiçara, banheiros, espaço para cursos e palestras, trilhas bem sinalizadas e píer de embarque e desembarque na piscina natural, que é o principal atrativo do parque”, conclui Rabelo.

Serviço

Se for visitar o Parque Nacional da Serra da Bocaina, fique atento às normas:

  • Para evitar a compactação do solo, o impedimento da regeneração, incêndios e ameaças à fauna silvestre, nesta área não são permitidos: entrada de veículos, churrasco ou produção de fogo, assim como a entrada de animais domésticos.
  • Para reduzir o lixo nos atrativos mais sensíveis, também não é permitida a entrada de isopores/coolers nas trilhas para as cachoeiras e para a piscina natural.

Saiba mais sobre o parque clicando aqui.

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PNI TERÁ INVESTIMENTO DE R$ 3 MILHÕES

Itatiaia terá investimentos de R$ 3 milhões

Publicado: Quarta, 15 de Fevereiro de 2017, 20h27
Recursos de compensação ambiental serão aplicados em regularização fundiária e obras de revitalização do Centro de Visitantes. Mais antigo parque nacional faz 80 anos em junho

ITATIAIA

Elmano Augusto
elmano.cordeiro@icmbio.gov.br

Brasília (15/02/2017) – O Parque Nacional do Itatiaia, na região serrana entre Rio, Minas e São Paulo, fará 80 anos em junho, mas já começou a receber presentes. Nesta quarta (15), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Cantareira S.A., empresa de transmissão de energia, assinaram, em Brasília, termo de compromisso que prevê o repasse, a título de compensação ambiental, de R$ 3 milhões ao parque.

Os recursos serão investidos em regularização fundiária e em obras de revitalização do Centro de Visitantes. “Mais que um compromisso, o que estamos firmando hoje é uma parceria que surge, coincidentemente, no momento em que o parque completa 80 anos, ou seja, uma feliz coincidência em que todos saem ganhando”, disse o presidente do ICMBio, Ricardo Soavinski, ao ressaltar a importância do acordo.

O diretor técnico da Cantareira, José Caetano Mattos, afirmou, por sua vez, que, ao contemplar o parque com recursos de compensação, a empresa não só cumpre a lei, como, também, busca exercer a sua responsabilidade social e ambiental. “Esse acordo tem um significado público muito grande, pois representa investimentos em um dos parques mais emblemáticos do país”, reforçou Mattos.

A destinação dos recursos ao Parque Nacional do Itatiaia foi acertada em outubro do ano passado, durante reunião Comitê de Compensação Ambiental Federal (CCAF), em Brasília, e faz parte do processo de licenciamento das obras de instalação da linha de transmissão Estreito-Fernão Dias, a cargo da Cantareira. A linha vai de Ibiraci (MG) a Atibaia (SP), cortando a Serra da Mantiqueira, mas não passa no interior da unidade de conservação (UC).

Pelo acordo, os recursos serão aplicados conforme cronograma previsto no plano de trabalho elaborado pelos gestores do ICMBio com o apoio dos técnicos da empresa. “A maior parte da verba – R$ 2 milhões – será usada na aquisição de propriedades ainda não regularizadas no interior da unidade e o restante em obras de melhoria da estrutura de uso público, em especial, do Centro de Visitantes”, informou o chefe da UC, Gustavo Tomzhinski.

Além deles, participaram do ato de assinatura do termo de compromisso, que ocorreu no gabinete da Presidência do ICMBio, em Brasília, o coordenador de Compensação Ambiental do Instituto, João Paulo Sotero, o coordenador-geral de Finanças, Gustavo Rodrigues, e o gerente de Meio Ambiente da Cantareira S.A., Sebastião Pinheiro.

Criado em 14 de junho de 1937, Itatiaia é o parque nacional mais antigo do Brasil. Possui 28 mil hectares, pouco mais da metade regularizada. A unidade recebe visitantes o ano inteiro. Abriga alguns dos picos mais altos do Brasil, beirando os 2.800 m de altitude. A fauna e a flora são bastante diversificadas, devido principalmente à diferença de altitude de seu relevo e ao clima da região.

Saiba mais
A compensação ambiental é um instrumento financeiro que busca contrabalançar os impactos ao meio ambiente causados por obras e empreendimentos. Funciona como uma espécie de indenização que o empreendedor assume pelos danos provocados à natureza. Os custos sociais e ambientais são identificados no processo de licenciamento. Pela lei 9.985/00, que criou o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc), os recursos oriundos de compensação devem ser destinados à criação ou gestão de unidades de conservação (UCs) de proteção integral.

A arrecadação e destinação dos recursos dependem da execução do licenciamento: se o processo é estadual ou municipal, cabe ao órgão ambiental estadual tomar as decisões, já que é responsável pelo licenciamento nessas esferas. Se o processo é federal, a decisão fica com o Comitê de Compensação Ambiental Federal (CCAF), presidido pelo Ibama, órgão licenciador federal. O ICMBio, responsável pela gestão das UCs federais, participa sempre que o empreendimento afetar essas unidades.

De acordo com o artigo 33, do decreto 4340/02, que regulamentou a Lei do Snuc, os recursos devem ser aplicados com base na seguinte ordem de prioridade: 1) regularização fundiária e demarcação das terras; 2) elaboração, revisão ou implantação de plano de manejo; 3) aquisição de bens e serviços necessários à implantação, gestão, monitoramento e proteção da unidade, compreendendo sua área de amortecimento; 4) desenvolvimento de estudos necessários à criação de nova unidade de conservação; e 5) desenvolvimento de pesquisas necessárias para o manejo da unidade de conservação e área de amortecimento.

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SEMINÁRIO DEBATE CRIAÇÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO

Seminário debate criação de unidades de conservação

Publicado: Sexta, 17 de Fevereiro de 2017, 21h39
Entre elas, estão os parques nacionais Boqueirão da Onça (BA) e dos Campos Ferruginosos de Carajás (PA), Resex Baixo Rio Branco-Jauaperi (RR/AM) e RVS do Peixe Boi (PI/CE)

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Brasília (17/02/17) – O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e a Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF), do Ministério do Meio Ambiente, promoveram nesta sexta-feira (17), em Brasília, o Seminário sobre Criação de Novas Áreas Protegidas. O evento teve como objetivo discutir a criação de 36 novas unidades de conservação (UCs) federais ao longo do ano de 2017.

“Nós temos a grande responsabilidade de cuidar da gestão e implementação das áreas protegidas federais, que somam cerca de 9% do território nacional. A ideia do seminário é debater os principais desafios e necessidades para que possamos avançar”, afirmou Ricardo Soavinski, presidente do Instituto Chico Mendes.

Soavinki destacou a complexidade dos processos relacionados à criação de unidades de conservação, que incluem estudos, audiências públicas e articulações políticas, entre outras questões. “Temos um número grande de UCs, mas ainda há lacunas em alguns biomas, sobretudo no bioma Marinho Costeiro”, pontuou o presidente.

A apresentação das propostas de criação das 36 novas UCs foi feita pelo diretor de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do ICMBio, Paulo Carneiro, que destacou alguns processos já em fase adiantada, como o do Parque Nacional do Boqueirão da Onça (BA), Parque Nacional dos Campos Ferruginosos de Carajás (PA), a Reserva Extrativista (Resex) Baixo Rio Branco-Jauaperi (RR/AM) e o Refúgio de Vida Silvestre (RVS) do Peixe Boi (PI/CE).

“É fundamental que todo o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) seja fortalecido, para que aquelas áreas cujas características correspondem a unidades municipais ou estaduais possam ser criadas nesses âmbitos, sem a necessidade de inchar o sistema federal”, disse o diretor.

Segundo o secretário de Biodiversidade e Florestas, José Pedro de Oliveira, os últimos anos foram tímidos no que diz respeito à criação de unidades de conservação. “Precisamos unir esforços em prol dessa retomada”, argumentou.

De acordo com diretor do Departamento de Conservação de Ecossistemas da SBF, Carlos Alberto Scaramuzza, para que isso aconteça é necessário desconstruir a visão de que criar uma área protegida é abrir mão daquele território. “A sociedade precisa começar a entender que as áreas protegidas cumprem diversas funções e trazem grandes benefícios”.

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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

INTERLIGAÇÃO DO RIO PARAÍBA TEM APENAS 50% DAS OBRAS PRONTAS.

Interligação do rio Paraíba tem apenas 50% das obras prontas

Rio Paraíba
Foto: Arquivo / O VALE
Xandu AlvesSão José dos Campos

A obra de interligação das represas de Jaguari, da bacia do rio Paraíba do Sul, e Atibainha, do Sistema Cantareira, completa um ano hoje com a metade dos trabalhos prontos. Com isso, a entrega não será feita em abril de 2017, como previa o governo estadual, mas no último trimestre deste ano.

"Tivemos entraves com licenciamento ambiental", explica o engenheiro Marcelo Gonçalves, coordenador do empreendimento. "A entrega ficará mais para o final deste ano, no último trimestre".

Com 1.300 trabalhadores no canteiro de obras, que se somam a 4.000 postos de trabalho indiretos, as obras alcançaram 50% com ao menos 14 frentes de trabalho nas três cidades envolvidas: Igaratá, Santa Isabel e Nazaré Paulista.

Ao custo de R$ 555 milhões, a obra permitirá tirar água de Jaguari e levar para Atibainha, que pertence ao Sistema Cantareira, responsável por abastecer 9,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo.

Desafio. 
Tudo está sendo feito ao mesmo tempo. A captação de água bruta está na execução da fase de construção civil, compra de equipamentos e instalação. A adutora de aço de 13,4 quilômetros de extensão conta com 10 frentes de trabalho em vários pontos do trajeto. E o túnel de 6,2 km tem quatro frentes de escavação.

"Trata-se de obra de elevado grau de dificuldade, com muitos trabalhos inéditos e inovadores", disse Gonçalves.

Segundo o governo estadual, a vazão média de água retirada da represa da RMVale 
será de 5,13 m³/s, com previsão de vazão máxima de 8,5 m³/s, o que não comprometeria o reservatório.

As obras também permitirão levar água no sentido contrário, de Atibainha para Jaguari. Mas essa interligação dependerá de uma segunda fase de obras, com término previsto para outubro de 2018. Segundo Gonçalves, esse cronograma está mantido.

Ontem, as quatro represas da bacia do rio Paraíba, entre elas Jaguari, estavam com 58,27% do volume útil, bem acima do volume de um ano atrás, em fevereiro de 2016, com 28,15% (leia abaixo).

Na RMVale, o projeto levanta dúvidas desde o início. Especialistas cobraram estudos mais aprofundados sobre os impactos na bacia do Paraíba.

"São Paulo está indo buscar água cada vez mais longe por não resolver os problemas internos", disse Juarez Vasconcelos, ex-secretário de Meio Ambiente de Igaratá.

Bacia está com 58,2% do volume
As chuvas desde o final de 2016 ajudaram a recuperar as represas da bacia do rio Paraíba do Sul, que entraram no volume morto em janeiro depois da pior seca dos últimos 80 anos.

Ontem, o reservatório equivalente --média das quatro represas (Paraibuna, Jaguari, Santa Branca e Funil)-- estava com 58,27% do volume útil, mais do que o dobro da quantidade de água no mesmo período do ano passado, de 28,15%.

A maior e mais importante represa, Paraibuna, tinha ontem 61,43%, bem acima do volume de 18,71% de fevereiro de 2016. As outras também estão recuperadas: Santa Branca (22,75% ante 10,93%) e Jaguari (59,84% ante 36,95%).

A exceção é Funil (60,53% ante 66,46%), mas que é utilizado mais como um reservatório de passagem.

"A situação está bem favorável, mas não devemos desperdiçar água", disse o geólogo Edilson Andrade. 

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

DIAGNOSTICO SOBRE AS BACIAS DO PCJ SERA CONCLUÍDO EM ABRIL

Diagnóstico sobre as Bacias PCJ será concluído em abril

14/02/2017 - Categoria: CBH-PCJ - Piracicaba, Capivarí e Jundiaí


A Agência das Bacias PCJ anunciou que o diagnóstico completo sobre as bacias hidrográficas dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí será concluído e apresentado em abril, pelo Consórcio Profill-Rhama, vencedor da licitação promovida pela Agência. A metodologia, itens e subitens foram apresentados por representantes do Consórcio quarta-feira, dia 8, em Campinas, na reunião com membros da Câmara Técnica de Plano de Bacias (CT-PB) dos Comitês PCJ.
No encontro, os representantes do Consórcio apresentaram fotos de diversos pontos das Bacias PCJ, em um total de 1.150 quilômetros percorridos. Em março, eles vão realizar visitas nos 69 municípios que possuem sede na área abrangida pelos Comitês PCJ para aplicar um formulário sobre a gestão de recursos hídricos.
O presidente do Conselho Deliberativo da Agência PCJ, Paulo Tinel, elogiou o estudo e que a questão das perdas de água no abastecimento "merece atenção especial". Segundo ele, grande parte dos municípios das Bacias PCJ não tem feito a lição de casa. O diagnóstico servirá de base para revisão do Plano de Bacias.