quarta-feira, 30 de maio de 2012

INSCRIÇÃO PARA CUPULA DOS POVOS

Inscrições individuais para a Cúpula dos Povos estão abertas!terça-feira, 29 maio, 2012.
 Chegou o momento que todos esperavam: estão abertas as inscrições individuais para participar da Cúpula dos Povos! Qualquer pessoa pode se inscrever para participar das atividades do evento, que ocupará o Parque (Aterro) do Flamengo de 15 a 23 de junho. A partir da inscrição, quem quiser poderá emitir e imprimir um certificado nominal de participação do evento.Como se inscrever
Vinculamos as inscrições individuais ao Catarse, um site de financiamento coletivo de projetos independentes. Funciona assim: basta entrar no projeto da Cúpula dos Povos, assistir ao vídeo de divulgação, ler o texto de apresentação e clicar no botão “quero apoiar este projeto”. O valor mínimo das inscrições é de R$ 10, e você pode escolher uma das recompensas disponíveis por apoiar a Cúpula. Uma delas é justamente o certificado de participação. Se você escolher essa opção, receberá um e-mail com o certificado em no máximo dois dias.O pagamento pode ser feito por cartão de crédito, em débito bancário on-line ou por boleto bancário. O dinheiro das inscrições individuais será destinado ao fretamento de ônibus com integrantes de movimentos sociais, ativistas e militantes de todo o Brasil para o Rio de Janeiro, e também para a alimentação durante o evento. Ou seja: ao se inscrever, você contribuirá para uma Cúpula mais plural, diversa e integrada!Território livre
Mas atenção: o território da Cúpula é livre. Não é necessário o pagamento de R$ 10 para circular pelo Parque (Aterro) do Flamengo. Sua inscrição, portanto, servirá como apoio para trazer ativistas e militantes para o Rio de Janeiro e tornar a Cúpula um evento verdadeiramente dos povos. Para receber o certificado de participação, no entanto, a inscrição é imprescindível.Clique aqui para se inscrever na Cúpula dos Povos e contribuir com a realização do evento.

terça-feira, 29 de maio de 2012

EDITAL ANA 2012


ANA lança edital do PRODES 2012
Agência Nacional de Águas disponibiliza R$ 50 milhões para o Programa Despoluição de Bacias Hidrográficas 2012 (PRODES), que seleciona projetos aptos a receber recursos para pagamento de esgoto tratado 
O lançamento de esgotos sem tratamento nos rios, lagos e córregos é um dos principais problemas que interferem na qualidade das águas do País, que coleta 50,6% dos esgotos domésticos urbanos e trata apenas 34,6% do esgoto coletado segundo dados do Relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos - Informe 2011. Para contribuir com a melhoria deste cenário, a Agência Nacional de Águas (ANA) criou o Programa Despoluição de Bacias Hidrográficas (Prodes), que este ano vai disponibilizar R$ 50 milhões para as contratações de 2012.
As inscrições podem ser feitas pelas prestadoras de serviço de saneamento presencialmente na sede da Agência em Brasília - Setor Policial (SPO), Área 5, Bloco B, Sala 211. As informações completas sobre as condições para participação do programa e critérios de seleção estão na Resolução ANA nº 145/2012, publicada no Diário Oficial da União do dia nove de maio, que traz o edital na íntegra. Os interessados tem até o dia 31 de julho para inscrever projetos.
O Prodes pagará ao prestador de saneamento desde 30% do valor da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) calculado pelo programa, quando atender a uma população acima de 200 mil habitantes, até 100%, caso o empreendimento atenda até 20 mil habitantes. Para projetos selecionados que atenderem entre 200 mil e 20 mil pessoas, o percentual de recursos do Programa cresce proporcionalmente.
Conheça o Prodes
Criado em 2001 pela ANA, o Programa Despoluição de Bacias Hidrográficas visa a incentivar a implantação de estações de tratamento de esgotos para reduzir os níveis de poluição das águas brasileiras. Também conhecido como "programa de compra de esgoto tratado", o Prodes paga pelo esgoto efetivamente tratado - desde que cumpridas as condições previstas em contrato - em vez de financiar obras ou equipamentos.
Desde seu início, o Programa contratou 55 empreendimentos que atenderam a cerca de 5,56 milhões de brasileiros e desembolsou R$ 200,18 milhões pelo esgoto tratado. Esses recursos alavancaram investimentos R$ 720,71 milhões dos prestadores de serviços de saneamento na implantação das Estações de Tratamento de Esgotos.
Tabela 1: Quem pode participar do Prodes
    Empreendimentos elegíveis para partivipar do Prodes:

  • Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) ainda não iniciadas;
  • ETE em fase de construção com, no máximo, 70% do orçamento executado, e;
  • Ampliações ou melhorias de ETE que signifiquem aumento da capacidade de tratamento e/ou da eficiência de tratamento.
A Tabela 1 relaciona os empreendimentos elegíveis para o Programa. Após o lançamento do edital e a inscrição dos empreendimentos, as propostas são analisadas pela ANA na fase de habilitação, após o que ocorre a seleção, e ao fim o a contratação os projetos selecionados. Em seguida, os recursos são aplicados em um fundo de investimentos do Prodes na Caixa Econômica Federal em conta específica aberta pelo Prestador de Serviço. O dinheiro é liberado somente quando as ETEs estão operando plenamente e atingindo as metas definidas em contrato, o que é auferido pelas certificações periódicas realizadas pela ANA. Caso as metas não sejam atingidas o valor não é pago.
Tabela 2: Calendário do Prodes para 2012
Evento
Data
Período de Inscrições10/05 a 31/07/2012
Habilitação, classificação e seleção dos empreendimentos01/06 a 21/09/2012
Data máxima para deliberação dos comitês de bacia para aprovar destinação de recursos ao Prodesaté 29/08/2012
Divulgação dos empreendimentos selecionados para fins de contrataçãoaté 15 de outubro de 2012
Os empreendimentos inscritos serão selecionados e classificados segundo critérios de pontuação objetivos, conforme constante da Resolução ANA nº 145/2012, e abaixo resumidos na Tabela 3. Após o processo de seleção, os empreendimentos selecionados serão organizados por ordem de pontuação e contratados até o limite orçamentário. Os critérios de pontuação estão relacionados ao objetivo qualidade da água (porte e eficiência da ETE) e aos instrumentos de gestão. São consideradas prioritárias no processo de seleção de 2012 as seguintes bacias hidrográficas: do rio São Francisco, do rio Doce, do rio Paraíba do Sul, do rio Paranaíba e do rio Piranhas-Açu. Abaixo os critérios de pontuação para a seleção de 2012:
Tabela 3: Critérios de seleção Prodes 2012
Critério
Pontuação Máxima
População atendida e eficiência no tratamento
60
Existência de Comitê de Bacia em funcionamento
5
Localização do empreendimento em bacia prioritária
15
Municípios priorizados no Atlas Brasil
5
Destinação de recursos ao Prodes pelos Comitês
10
Empreendimento previsto em planos de recursos hídricos, programas de investimentos, etc.
5
TOTAL MÁXIMO DE PONTOS
100
Documentos relacionados ao Prodes 2012:
Resolução ANA nº 145/2012
Formulário de Habilitação do Empreendimento ao Programa
Orientações Gerais - Prodes 2012
Orientações para Preenchimento do Formulário de Habilitação
Documentos para inscrição:
Modelo de Ofício para Solicitação de Habilitação
Declaração do Titular
Declaração sobre Previsão do Empreendimento em Planos de Investimento
Declaração do Comitê sobre destinação de recursos

    CRONOGRAMA DA RIO+20

    Agenda
    Cronograma da Rio+20 
    11 e 12 de junho | Pré-evento
    Chegada de governantes, diplomatas e da sociedade civil no Rio de Janeiro
    13 a 15 de junho | PrepCom3
    Última reunião preparatória para a Rio+20, de onde sairá rascunho do documento final da Conferência
    16 a 19 de junho | Negociações e consultas informais
    Dias fundamentais para o diálogo entre governos e sociedade civil, com diversos eventos paralelos
    20 a 22 de junho | Rio+20
    Realização da Conferência e de eventos paralelos organizados pela sociedade civil
    23 a 26 de junho | Balanço e próximos passos
    Avaliação dos resultados por parte dos governos e por parte da sociedade civil


    O que é a Rio+20?
    A Rio+20, como é chamada a Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, vai ser realizado no Rio de Janeiro em junho de 2012. Exatos vinte anos depois da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada naquela cidade, em junho de 1992, também conhecida como Cúpula da Terra e ECO-92.
    A Conferência da ONU não só revisitará as principais recomendações, os protocolos e convenções acordadas no Rio de Janeiro em 1992, como irá retomar retomar as discussões para que se avance no sentido de um desenvolvimento verdadeiramente sustentável para o planeta. Entre os principais documentos originado na Eco-92 estão: a declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento; a Agenda 21; a Convenção-quadro sobre Mudanças Climáticas; a Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB). Para saber mais sobre as conferências da ONU, veja a seção Histórico.

    ENCONTRO DE CONSELHEIROS MUNICIPAIS

    Data :  31/05/2012
    Horário:  13:30 às 17:00 horas
    Local:  Casa da Cultura – Solar Conde Moreira Lima
    Rua Viscondessa de Castro Lima, 10 - Centro
    (próximo à Igreja Matriz e à Câmara Municipal)
    LORENA - SP Contamos com a participação de todos para continuar caminhando com o objetivo de integração de entidades, programas, projetos e ações em benefício dos produtores rurais e do desenvolvimento rural .

    Atenciosamente

    Jovino Paulo Ferreira Neto
    Diretor
    SAA - CATI Regional Guaratinguetá


    Em 24/5/2012 11:49, EDR escreveu:
    Prezados Senhores,
    Estamos ratificando o Convite para Encontro de Conselheiros Municipais e Representantes de Cooperativas, Associações e Sindicatos Rurais da Região de Guaratinguetá,  (vide arquivo anexo) que engloba 18 Municípios (Aparecida, Arapeí, Areias, Bananal, Cachoeira Paulista, Canas, Cruzeiro, Cunha, Guaratinguetá, Lagoinha, Lavrinhas, Lorena, Piquete, Potim, Queluz, Roseira, São José do Barreiro, Silveiras).
    Os objetivos do Encontro são:
    definir nomes para compor o Conselho Regional de Desenvolvimento Rural;
    apresentar, analisar e aprovar o documento - base do Plano de Desenvolvimento Rural da Região de Guaratinguetá;
    fortalecer a integração de entidades, programas, projetos e ações em benefício dos produtores rurais e do desenvolvimento rural 
    Aproveitamos para renovar os agradecimentos a todos os representantes de Entidades Públicas e Privadas, Cooperativas, Associações, Sindicatos e profissionais de ciências agrárias (ver anexo) que têm disponibilizado tempo e compartilhado conhecimento e informações em todas as reuniões anteriores, sempre dentro de um ambiente de harmonia e respeito.
    Precisamos continuar caminhando com o objetivo de integração de entidades, programas, projetos e ações em benefício dos produtores rurais e do desenvolvimento rural .
    Aguardamos a continuidade de participação e  contribuição de todos.

    Atenciosamente
    Jovino Paulo Ferreira Neto
    Diretor
    CATI Regional Guaratinguetá        

    NOTA PUBLICA SOBRE O CODIGO FLORESTAL.

    Nota pública sobre o novo Código Florestal Brasileiro.
     Após análise da medida provisória e a partir do que foi sancionado, o Comitê Brasil em Defesa das Florestas avalia que o veto parcial da Presidenta Dilma Roussef foi insuficiente para o cumprimento de sua promessa, apesar de contrariar interesses dos setores mais arcaicos do latifúndio, e ainda mantém a anistia e a redução de áreas de proteção (APPs e RLs). Além disto, devolve ao Congresso Nacional a decisão sobre a as florestas, o que será feito apenas após a Rio +20. Essa situação é fruto da força do agronegócio, que está posicionado de forma hegemônica no Congresso Brasileiro e no próprio Governo Federal. É fundamental a convergência das lutas populares e sociais contra o agronegócio para enfrentá-lo e avançar com as necessidades reais da sociedade brasileira. O governo brasileiro perdeu a oportunidade de não ceder à pressão ruralista e apontar para o desenvolvimento sustentável e social. A mobilização da sociedade deve continuar a pressionar o Congresso e o Governo Federal contra a anistia aos desmatadores. - Mantém definição de “área rural consolidada” para ocupações ilegais ocorridas até julho de 2008. Conceito é utilizado como base para todas as ANISTIAS previstas na nova Lei. A última alteração na lei no que se refere às APPs foi em 1989 e RL (somente na Amazônia) em 1996 (e não em 2008); - ANISTIA de RL para desmatamentos ilegais em imóveis rurais baseado no tamanho das propriedades e não no modelo de produção familiar (Lei 11.326/06), (art. 67) ANISTIANDO mais de 90% dos imóveis de todo país; - ANISTIA de recomposição de APPs (Matas ciliares) em até 80% em relação ao patamar até então vigente. Na Lei revogada recomposição de APP variava de 30 a 500m (na Lei 4.771/65). Na nova lei (+MP) a APP a ser recomposta será de 5m a 100metros; - ANISTIA total de recomposição de APP de topo de morro e encostas, mantendo inclusive pecuária (art. 63); - ANISTIA de recomposição de APP de nascentes, olhos d’água, lagos e lagoas naturais entre 80 e 50% (art. 61-A, §5º e 6º); - ANISTIA OCUPAÇÕES em Manguezal ocupados até julho de 2008 e permite de novas ocupações em até 35% na Mata Atlântica e 10% na Amazônia (art. 11-A); - ANISTIA para desmatamentos em APP de beira de rio para aquicultura em imóveis c/ até 15 Módulos fiscais, ocupadas até julho de 2008 (art.4º §6º); - ANISTIA TOTAL DE APP. Nos poucos casos em que deverá haver algum tipo de recomposição em APP esta não será mais com espécies nativas (Art. 61-A, §13, IV); - REDUÇÃO DE PROTEÇÃO em áreas úmidas (pela alteração da base de medida de APP – leitor regular), com necessidade de declaração do poder executivo e desapropriação por interesse social (Art. 6º, IX); - REDUÇÃO de RL (NA AMAZÔNIA), inclusive para novos desmatamentos, nos Estados com 65% de UC+TI ou Municípios com mais de 50% de UC+TI (§4º e 5º artigo 12). Esse dispositivo afeta imediatamente 80 municípios na Amazônia. Afeta imediatamente todos os municípios do Amapá. PARÁ está prestes a atingir 65% de UC+TI; - REDUÇÃO DE APP DE TOPO DE MORRO com mudança no método de definição da área a ser preservada como APP, reduzindo em até 90% em alguns casos (art.4º);- VETO ao único incentivo positivo (econômico) concreto para recomposição de APPs (contribuição do setor elétrico) previsto na Lei aprovada pelo Congresso, sob justificativa de que tal medida contraria interesse nacional. – Art. 43 (Vetado); - Cadastro Ambiental Rural inerte, sem transparência e apenas para consolidar uso ilegal. Diante do exposto, o texto sancionado manteve vários dispositivos com ANISTIAS e REDUÇÃO DE ÁREAS DE PROTEÇÃO (APPs e RLs) aplicáveis em todas as categorias de imóveis e devolve ao Congresso Nacional a decisão final sobre as alterações, após a Rio+20. Brasília, 28 de maio de 2012 O Comitê em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável é coordenado por: ABONG; CNBB; Coalizão SOS Floresta (Amigos da Terra - Amazônia; APREMAVI; FLORESPI; Fundação O Boticário; Greenpeace; ICV; IMAFLORA; IPAM; ISA; SOS Mata Atlântica; WWF-Brasil; Sociedade Chauá; SPVS); Comissão Brasileira de Justiça e Paz – CBJP; CNS; Comitê Inter-Tribal; CONIC; CUT; FETRAF; FNRU; FASE; FBOMS; FETRAF; Fórum de Mudança Climática e Justiça Social; Fórum ex-Ministros Meio Ambiente; GTA; IDS; INESC; Instituto Ethos; Jubileu SUL; OAB; Rede Cerrado; Rede Mata Atlântica; REJUMA; Via Campesina (ABEEF, CIMI, CPT, FEAB, MAB, MMC, MST, MPA, MPP e PJR).
     

    quinta-feira, 24 de maio de 2012

    O CUSTO DO LIXO

    SP gasta R$ 56 milhões por ano para tirar lixo de córregos

    Grande parte do lixo vai parar nos rios Pinheiros e Tietê.
    Em Osasco, campanha tenta conscientizar a população.

    Do G1 SP
    1 comentário
    A Prefeitura de São Paulo gasta R$ 56 milhões por ano para tirar o lixo dos córregos. Além do valor em reais, o meio ambiente também paga o preço da sujeira jogada pela população nas águas da cidade. Grande parte do lixo vai parar dentro dos rios Pinheiros e Tietê, como mostrou o SPTV desta terça-feira (22).
    Em Osasco, a Prefeitura faz campanha chamando a atenção para o problema. Colocou placa com a frase “Rio não é lata de lixo” e expôs vários tipos de lixo encontrados no rio e córrego: lata, garrafa pet, peças de automóvel, pneu. Entretanto, muita gente não aprendeu e continua poluindo as águas da cidade.
    Na Vila Gustavo, Zona Norte da capital, no encontro das ruas Ananatuba com Major Dantas Cortez, surgiu a esquina do lixo. A equipe de reportagem do São Paulo mais limpa encontrou resto de móveis e muito entulho. À noite, o lixo foi queimado. “Vivo com balde na mão e cheio d’água para apagar o fogo, porque não suporto o cheiro do lixo queimado. Arde o nariz, a gente não pode por roupa no varal”, diz a aposentada Bernardina Maria da Silva.
    Também na Zona Norte, no bairro Jardim Vista Alegre, região da Brasilândia, a comunidade diz que a Prefeitura faz a coleta de lixo dia sim, dia não. Toda semana também tem a Operação Cata-Bagulho. O problema é que um dia está limpo e no outro sujo.
    “É como se fosse lavar louça. Quando a mulher vai lavar louça e deixa o arroz cair na pia, entope. Se joga lixo onde tem que passar água, também vai entupir. E vai causar enchentes”, fala o educador Eduardo Santos.
    Segundo o assessor de obras e serviços de Prefeitura Marcelo Bruni, quatro dias de limpeza custam cerca de R$ 10 mil. “O pessoal considera um problema da Prefeitura. Joga lá que a Prefeitura tira. Esse é o raciocínio que só alimenta o problema.”
    Além do dinheiro gasto, o córrego sujo também faz mal para a saúde da população. “Eu vejo crianças brincando dentro do córrego. Para a saúde, para a evolução, para o desenvolvimento da criança isso é péssimo. A gente faz o trabalho de prevenção, de orientação da criança, mas acontece que você trabalha hoje e amanhã ele vê o pai fazendo”, comenta a professora Ana Paula Vilas Verdes.

    sábado, 19 de maio de 2012

    O ARCENIO A CONTAMINAÇÃO E A SOCIEDADE

    Arsênio liberado pela Kinross em Paracatu já está bioaccessível, revela estudo
    Por Sergio U. Dani, de Heidelberg, Alemanha, 17 de maio de 2012.
    Estudo financiado pela Kinross Gold Corporation (NYSE:KGC; TSX: K) e realizado por uma equipe da Universidade de Lavras fornece novas evidências sobre a gravidade da contaminacao ambiental causada pelas atividades da própria empresa em Paracatu (1).
    Os pesquisadores colheram amostras de solos em vários locais da mina de ouro a céu aberto da mineradora canadense em Paracatu. A quantidade de arsênio total nessas amostras variou entre menos de 18mg/kg nos solos da Reserva do Mundeu e 2666mg/kg na barragem de rejeitos.
    A concentracao de arsênio total na barragem de rejeitos variou entre 1065mg/kg e 2666mg/kg, uma das mais altas concentracoes de arsênio em solos jamais reportadas na literatura científica. Em seguida, os cientistas trataram as amostras de solo com solucoes químicas que reproduzem as condicoes prevalentes no trato gastrointestinal de uma pessoa.
    A quantidade de arsênio solúvel liberada após esse tratamento representa, conforme explicam os pesquisadores, a fracao bioaccessível, ou seja, a fracao do arsênio total contido na amostra que seria absorvida de fato por uma pessoa se ela ingerisse a amostra.
    Os valores médios de arsênio bioaccessível nas amostras de solo variaram entre 5mg/kg e 79mg/kg, exceto nos solos intocados da Reserva do Mundeu, cujos valores estavam abaixo do limite de deteccao. Quando esses valores de arsênio bioaccessível foram lancados em proporcao aos respectivos valores de arsênio total, a porcentagem média de arsênio bioacessível variou entre indetectável na Reserva do Mundeu e 4,2% na barragem de rejeitos. Os valores de arsênio total e bioaccessível foram menores na porcao mais superficial do solo (0-2cm), quando comparados aos da porcao mais profunda (2-10cm). Os autores do estudo nao explicam a razao deste fenômeno que pode estar relacionado à lixiviacao do arsênio para a profundidade, e também à perda de arsênio para a atmosfera pelos processos de oxidacao, pulverizacao e gaseificacao, nao analisados no presente estudo. Valores de arsênio para a porcao mais profunda da barragem de rejeitos nao foram fornecidos pelos autores do estudo. Os autores estimaram o valor de uma dose de exposicao diária num período de 182dias/ano (equivalente a 12 horas/dia) para uma crianca pesando 15kg que ingerisse 100mg de solo contaminado por dia. Os valores variaram entre 0,022 microgramas de arsênio por kilograma de peso corporal por dia (ug/kg/d) e 0,381 ug/kg/d. Esses resultados foram comparados com o limite máximo provisório de 0,3ug/kg/d sugerido pela ATSDR (2) acima do qual efeitos tóxicos sao verificados. Para a maioria dos solos analisados, os autores do estudo concluiram que o risco de intoxicacao é baixo. Para o material depositado na barragem de rejeitos, o risco é alto.

    Considerando a massa de rejeitos atual em torno de 300 milhoes de toneladas e a massa final de 1 bilhao de toneladas daqui a 30 anos, os dados desse estudo revelam perspectivas sombrias. Atualmente, a quantidade de arsênio total depositada na barragem de rejeitos da Kinross em Paracatu é estimada entre 319500-799800toneladas, e a fracao bioaccessível entre 13419-33591toneladas. Daqui a 30 anos, se a mineracao continuar no mesmo ritmo, a quantidade bioaccessível será da ordem de 44730-111972toneladas. Trocando em miúdos, o arsênio bioaccessível da Kinross em Paracatu é suficiente para matar entre 93,9bilhoes e 780bilhoes de pessoas adultas, ou um número certamente maior de criancas (3). A genocida Kinross vai argumentar que nem todo esse arsênio bioaccessível está biodisponível, e terá a nossa concordância. Vamos imaginar entao que apenas 0,1% de todo esse veneno esteja biodisponível na forma sólida, gasosa, ou nos líquidos venenosos que vertem 24 horas por dia da mina da Kinross para a bacia do Rio Sao Francisco e desemboca na cadeia alimentar, nos nossos corpos e no mar. Nesse nível de 0,1%, serao entre 93,9milhoes e 780milhoes de pessoas mortas, direta ou indiretamente, o maior genocídio da história da humanidade. Mas, nem todas as pessoas contaminadas apresentarao sinais de intoxicacao, dirao os genocidas.
    Sou novamente forcado a concordar, e a corrigi-los uma vez mais: como nao existe dose segura para uma substância cancerígena como o arsênio, toda a populacao do planeta Terra será, cedo ou tarde, afetada pela arma mortífera da Kinross.
     Referências:
    (1) Ono FB, Guilherme LR, Penido ES, Carvalho GS, Hale B, Toujaguez R, Bundschuh J. 2011. Arsenic bioaccessibility in a gold mining area: a health risk assessment for children. Environ Geochem Health. 2011 Dec 18. [Epub ahead of print]. Source: Department of Soil Science, Federal University of Lavras, CP 3037, Campus UFLA, Lavras, MG, 37200-000, Brazil, onofabiob@gmail.com.
    (2) Agency for Toxic Substances and Disease Registry (ATSDR). 2009. Minimal Risk Levels (MRLs). Accessed September 25, 2010 from http://atsdr.cdc.gov/cercla/07list.html.
    (3) Um grama de arsênio accessível é suficiente para matar 7 pessoas adultas. Quantidades muito menores ao longo do tempo de vida de uma pessoa causam cancer, diabetes, hipertensao, doenca de pele, doenca renal e doenca de Alzheimer, entre outras.
    Dr.med. D.Sc. Sergio U. Dani
    Heidelberg, Germany
    Tel. +49  15-226-453-423
    srgdani@gmail.com