domingo, 17 de junho de 2018

Como a destruição do Cerrado ameaça "florestas de cabeça para baixo"

Como destruição do Cerrado ameaça ‘floresta de cabeça para baixo’ e abastecimento de aquíferos

15/06/2018


Segundo maior bioma da América do Sul, o Cerrado tem papel central na distribuição das águas que abastecem boa parte do Brasil. É nele que nascem vários dos rios que integram seis das principais bacias hidrográficas brasileiras - Parnaíba, Paraná, Paraguai, Tocantins-Araguaia, São Francisco e Amazônica -, e mais de cem espécies diferentes de frutas, das quais apenas 40 são exploradas comercialmente.

O equilíbrio desse ecossistema, contudo, está ameaçado pelo avanço da agricultura em larga escala.
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Segundo o Ministério do Meio Ambiente, cerca de 20% das espécies de plantas e animais exclusivas ao bioma já foram extintas, e ao menos 137 espécies de animais da região correm o risco de desaparecer.

"A gente não tem mais aquele habitat natural, porque esse tipo de vegetação deu lugar às lavouras: à soja, ao milho, ao feijão, ao arroz - e eles não têm a mesma função ecológica do Cerrado", alerta Mauro Alves de Araujo, técnico agrícola especializado na identificação de espécies vegetais.

Boa parte das últimas áreas de Cerrado se encontra na região conhecida como Matopiba (que engloba trechos do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) - considerada uma das últimas fronteiras agrícolas do país.

"A gente está trocando árvore por herbácea, e isso na matemática (da ecologia) é cruel", acrescenta Araujo.
O Cerrado é um dos biomas mais antigos e biodiversos do mundo. Começou a se formar há pelo menos 40 milhões de anos e abriga centenas de espécies de animais e plantas que só existem lá.

Para sobreviver às longas secas que ocorrem na região, muitas árvores locais desenvolveram sistemas de raízes extremamente profundas e ramificadas.

Graças a essas raízes, várias espécies do bioma jamais perdem as folhas, nem mesmo no auge da estiagem.
As raízes podem ser muito mais extensas que as copas das árvores, o que faz com que o Cerrado seja conhecido como "floresta de cabeça para baixo".

Árvores presentes no bioma - entre as quais buriti, pequi, jatobá e baru - garantem ainda uma dieta rica para os habitantes da região.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Agencia lança edição especial da publicação Balanço das Águas.

Agência lança edição especial da publicação Balanço das Águas

Publicado: 05/06/2018 10h00Última modificação: 05/06/2018 10h17
Está no ar a edição do Balanço das Águas (http://balancodasaguas.ana.gov.br/), publicação anual da Agência Nacional de Águas (ANA) que apresenta as principais ações da instituição no ano anterior. Esta edição especial é voltada a apresentar a missão e as realizações da Agência a uma nova audiência, alcançada graças à realização do 8ª Fórum Mundial da Água, realizado entre 17 e 23 de março, em Brasília. Com este conteúdo – que também conta com versões em espanhol e inglês – a ANA visa a informar os públicos nacional e internacional sobre a atuação da Agência, a implementação da Política Nacional de Recursos Hídricos e a gestão das águas no Brasil. 
Com palestras, debates, exposições, boas práticas e eventos educativos e culturais; as atividades do 8º Fórum alcançaram mais de 120 mil pessoas, entre especialistas, gestores públicos, representantes de setores produtivos, crianças e professores, além de profissionais da Imprensa, que divulgaram o evento e os temas ali discutidos a um público ainda maior, no Brasil e no exterior. 
Nesta edição do Balanço das Águas, os novos públicos, e os já tradicionais, poderão saber mais sobre a Lei das Águas (Lei nº 9.433/97), que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos e completa 21 anos de existência. Esta também é uma oportunidade para o leitor se informar mais sobre os avanços e conquistas na gestão dos recursos hídricos no Brasil, além de compreender a importância desta lei, que tem em si o princípio a gestão descentralizada e participativa dos recursos hídricos. 
A publicação traz, ainda, um balanço das principais ações, programas e produtos desenvolvidos pela ANA para cumprir sua missão de garantir água com qualidade e em quantidade suficiente para as atuais e futuras gerações. As sessões apresentam as vertentes de atuação da Agência: regulação, monitoramento, planejamento e apoio ao Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH). 
O Balanço das Águas foi publicado pela primeira vez em 2011 e teve outras quatro edições correspondentes aos seguintes períodos: 2012, 2013/2014, 2014/2015 e 2015/2016.

92ª REUNIÃO ORDINÁRIA DO COMDEMA-CRUZEIRO SP


O Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente de Cruzeiro se reunião ontem,onde como ponto de pauta aprovação da Minuta da Lei de Arborização Urbana,e uma minuta de de regulação de usos publico do bosque municipal,alem da escolha de representantes do poder publico e sociedade civil,para a Câmara Técnica de Gestão do FUMDEMA,tivemos a presença da Cmdt. Sgt.Raquel,da Policia Ambiental de Cruzeiro.





quarta-feira, 30 de maio de 2018


Cruzeiro 30 maio de 2018.
92ª Reunião Ordinária: Convocação e Pauta
Prezado (a) Senhor (a):

                        Venho através deste, convocar V.S.a para a Reunião Ordinária do COMDEMA que se realizará no dia 05/06/2018 às 9:00h,primeira chamada, na segunda chamada as 9:30hs,na  Casa dos Conselhos,situado na Rua dos Metalúrgicos ,77.
A vossa presença é indispensável, caso haja algum imprevisto favor enviar um representante.
                        Pauta de reunião:
•       Aprovação da Pauta.
•       Aprovação da ATA 92º Reunião Ordinária- COMDEMA.
•       Relato da Reunião com o Secretario Jose Kleber\Carlos Newton
•       Câmara Técnica de Gestão do FUMDEMA-Escolha dos Membros do COMDEMA 
•       Informes Gerais.

Elias Adriano dos Santos
Presidente
Alcione Blois
1º Secretaria Executiva



ICMBio lança Manual de Sinalização de Trilhas

ICMBio lança Manual de Sinalização de Trilhas

Publicado: Segunda, 28 de Maio de 2018, 16h13
Publicação poderá ser utilizada por UCs federais,                                 estaduais e municipais.

                                    IMG 73666
Mais de 60% dos visitantes de unidades de conservação (UCs) utilizam as trilhas como principal meio de recreação, seja para alcançar uma cachoeira ou um mirante, seja como um atrativo em si, quando o próprio passeio na trilha é o principal objetivo da visita. Para tornar esses trajetos mais acessíveis, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) acaba de aprovar, através da Portaria nº 523 (publicada na edição desta segunda-feira, 28, do Diário Oficial da União), o Manual de Sinalização de Trilhas para Unidades de Conservação Federais.
A publicação lança as bases para a criação de trilhas de longo curso a fim de que, a exemplo do National Trail System dos Estados Unidos, esses caminhos ecológicos também sirvam como conectores de paisagens entre as unidades de conservação e outras áreas. “O propósito do manual é oferecer uma base comum para que a sinalização de trilhas seja realizada segundo um referencial técnico unificado”, destaca Pedro Menezes, coordenador-geral de Uso Público e Negócios do ICMBio.
Com a divulgação do manual, o Instituto espera estabelecer uma padronização nacional, mas que também permita uma identidade local, respeitando e valorizando as particularidades de cada UC. Assim, todos os trajetos estão sendo sinalizados com a marca da pegada em amarelo e preto, mas o desenho da pegada muda a depender do local da trilha, personalizando cada caminho regional com suas próprias características.

SEGURANÇA E CONSERVAÇÃO
Ainda segundo o coordenador-geral, uma boa sinalização é importante por duas razões principais. A primeira, e mais óbvia, é relativa à segurança: evitar que os visitantes se percam. A segunda tem a ver com a conservação, uma vez que a sinalização é também uma ferramenta de manejo. “Às vezes, o caminho mais simples passa por uma área frágil, que deve ser poupada, e isso se resolve com os instrumentos de sinalização”, explica Menezes.

TRILHAS DE LONGO CURSO
As conhecidas pegadas amarelas e pretas, descritas no manual, já estão sendo utilizadas nas trilhas de longo curso que o ICMBio vem implementando ou atuando como parceiro. O Instituto está focado na criação do Sistema Brasileiro de Trilhas de Longo Curso, no contexto do Programa Conectividade de Paisagens – Corredores Ecológicos, em atendimento à demanda instituída por portaria do Ministério do Meio Ambiente.
A partir das indicações da publicação, as pegadas podem ser personalizadas de acordo com aas características locais. É o que ocorre nos trechos das trilhas de longo curso que passam por UCs federais. Na Reserva Extrativista Chico Mendes (AC), elas apresentam as seringueiras; na Floresta Nacional de Canela (RS), as araucárias; já na Trilha Transcarioca, que passa pelo Parque Nacional da Tijuca (RJ), as pegadas trazem a imagem do Cristo Redentor.
ORIENTAÇÕES
O manual apresenta, ainda, os tipos de sinalização de trilhas (de entrada, percurso, destino, distância percorrida, educativa, etc), instruções para sinalização (simbologia, percursos sobre o mesmo leito, trilhas de uso múltiplo, técnicas para aplicação da sinalização) e conceitos básicos de planejamento de trilhas.
A proposta é que a sinalização seja realizada de forma simples e com baixo custo, sendo acessível a qualquer unidade. “O manual será a base para as UCs federais, mas poderá ser utilizado por unidades estaduais e municipais que tiverem interesse e também em trilhas que não estejam localizadas em áreas protegidas”, conclui Pedro Menezes.
O Manual de Sinalização de Trilhas está disponível aqui.

Comunicação ICMBio
(61) 2028-9280

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Mestrado em gestão e regulação de recursos hídricos está com 272 vagas abertas em todo Brasil

Mestrado em gestão e regulação de recursos hídricos está com 272 vagas abertas em todo o Brasil

Freepik
Até 29 de maio estarão abertas as inscrições para 272 vagas para mais uma turma do Mestrado Profissional em Rede Nacional em Gestão e Regulação de Recursos Hídricos (ProfÁgua). As inscrições devem ser realizadas por meio do site da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP),  campus de Ilha Solteira (SP), que é a instituição que coordena o mestrado. Este curso tem 24 meses de duração e possui tanto atividades presenciais quanto na modalidade de educação a distância (EaD). 
Fomentado pela Agência Nacional de Águas (ANA) em 2015, o ProfÁgua tem como objetivo contribuir para a melhoria da gestão e regulação das águas do País. Este mestrado é voltado para profissionais que atuam em órgãos gestores de recursos hídricos nas esferas federal, estadual e municipal. Este programa também busca formar profissionais de agências de água, comitês de bacias hidrográficas ou conselhos de recursos hídricos, sendo que os trabalhos de conclusão deverão ter um caráter de conhecimento aplicado, podendo ser no formato de manuais operativos, relatórios técnicos, aplicativos, patentes, artigos, sistemas ou mesmo dissertações. 
Nesse sentido, a ANA já investiu um pouco mais de R$ 6,5 milhões para o funcionamento do curso nos seus primeiros anos de existência, através da descentralização de recursos para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), que avaliou o mestrado com a nota 4, a maior para novos cursos. 
Os candidatos devem anexar os documentos listados no Edital ProfÁgua nº 01/2018 e pagar uma taxa de inscrição de R$ 68. Os interessados em concorrer deverão apresentar proposta de projeto de pesquisa que seja aderente a uma ou mais linhas de pesquisa do mestrado, que são as seguintes: regulação e governança de recursos Hídricos e instrumentos da Política de Recursos Hídricos. Além disso, o projeto deve seguir as regras do Edital ProfÁgua nº 01/2018. 
A seleção também terá uma fase de análise dos currículos dos candidatos no formato da Plataforma Lattes do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que constituirá a prova de títulos do processo seletivo. Outros critérios de avaliação serão o currículo escolar da graduação, experiência profissional, experiência em pesquisa e extensão nos últimos cinco anos e capacitação em cursos de especialização ou extensão nos últimos dez anos. 
Além da análise da proposta de projeto de pesquisa, os candidatos terão que fazer uma prova de conhecimentos específicos sobre gestão e regulação de recursos hídricos, sendo que as referências bibliográficas mínimas estão disponíveis no site da UNESP. 
Segundo o cronograma da seleção, as inscrições serão homologadas em 6 de junho e o resultado após os recursos será divulgado em 15 de junho. A prova de conhecimentos específicos acontecerá em 30 de junho e o gabarito sairá em 2 de julho. O resultado após os recursos está previsto para 18 de julho. No caso da prova de títulos e das propostas de projetos de pesquisa, as notas serão divulgadas em 25 de julho e o resultado após os recursos sairá em 3 de agosto, mesmo dia em que será publicado o resultado final. As matrículas vão de 6 a 10 de agosto e as aulas começarão logo em seguida, em 13 de agosto. 
Informações 
Para mais informações sobre o processo seletivo do ProfÁgua os candidatos podem entrar em contato por intermédio dos e-mails profagua@adm.feis.unesp.br ou profagua.central@gmail.com. 
Vagas oferecidas por universidade 
INSTITUIÇÃO
CAMPUS
VAGAS
E-MAIL
Universidade do Estado do Amazonas (UEA)
Manaus (AM)
14
Universidade do Estado do Amazonas (UEA)
Parintins (AM)
6
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ)
Rio de Janeiro (RJ)
20
Universidade Federal da Bahia (UFBA)
Salvador (BA)
20
Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)
Sumé (PB)
20
Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
Vitória (ES)
12
Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Recife (PE)
16
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
Porto Alegre (RS)
16
Universidade Federal de Roraima (UFRR)
Boa Vista (RR)
20
Universidade de Brasília (UnB)
Planaltina (DF)
20
Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT)
Cuiabá (MT)
20
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP)
Ilha Solteira (SP)
28
Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI)
Itabira (MG)
20
Universidade Federal de Rondônia (UNIR)
Ji-Paraná (RO)
20
Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTPR)
Campo Mourão (PR)
20
Capacitação
Segundo a Lei nº 9.984/2000, que criou a ANA, cabe à instituição estimular a pesquisa e a capacitação de recursos humanos para a gestão de recursos hídricos. Por isso, a Agência oferece cursos continuamente para representantes de entidades que integram o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos (SINGREH) e para a sociedade em geral. Desde 2000, a Agência já capacitou mais de 100 mil pessoas. Para saber mais, acesse o Portal Capacitação para a Gestão das Águas. A página oferece cursos gratuitos nas modalidades presencial, semipresencial e ensino a distância (EaD).